Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

De “Rapariga, Mulher, Outra” para “A Luz de Pequim”

Publicado em 17/01/2021

Rapariga, Mulher, Outra

Comecei a ler “Rapariga, Mulher, Outra” de Bernardine Evaristo por apenas uma razão: “Man Booker Prize” (que ganhou em 2019 juntamente com Margaret Atwood). (A esse propósito, parece que agora se chama somente “The Booker Prize” porque o Man Group deixou de o patrocinar.) O livro está composto de forma que considero deplorável, com eventual origem na autora. Praticamente tudo em letra pequena, iniciais de capítulo de fugir, sem pontuação, linhas de intervalo com uma vaga relação com o texto, tudo extremamente moderno… enfim, há tanto para ler, não vejo um único motivo para ler isto desta forma.
Passei sem mais delongas para “A Luz de Pequim” de Francisco José Viegas, que me surpreendeu por escrever no mau português do tal acordo ortográfico… No Brasil, a Porto Editora deve estar a vender livros sem jeito, valeu a pena desvalorizar a portugalidade.

Certos

Publicado em 16/01/2021

Sabia que tinha sido uma estupidez fazer aquela pergunta. Ela não podia responder-me. O que leva as pessoas a tomarem certos caminhos na vida, ou se adivinha ou nunca se fica a saber, porque não é possível contar. Pois é, tinha sido muita estupidez mesmo; mas também tinha consciência de que havia muitas coisas erradas que eram ditas e feitas que, no entanto, não conseguia evitar.

—Saul Below, As Aventuras de Augie March, Quetzal 2010