Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “derek simonds

TV em Julho

Publicado em 31/07/2020

The Sinner (terceira temporada, 2020)

Houve uma moral da história que de alguma forma me terá escapado, entre Nietzsche e o sentido da vida. Ora, Nietzsche li bastante mas já foi há muito tempo e o sentido da vida, enfim…, deve haver algum. E mesmo assim, no fim, toda a gente tem medo de morrer. Criado por Derek Simonds.
4 estrelas

Dark (primeira temporada, 2017)

Série alemã de ficção científica, original e extremamente bem pensada. Nunca tinha visto as viagens no tempo e os complexos paradoxos que implicam, tratados de forma tão inteligente. A narrativa é intrincada e como seria de esperar, atravessando várias épocas, principalmente 1953, 1986 e 2019 (ou seja, ciclos de 33 anos). Mas os actores nas suas versões mais novas ou mais velhas são tão extraordinariamente parecidos e credíveis que se torna bastante simples seguir a narrativa. O que quebrou de certa forma essa magia foram os miúdos que em certas idades mudam tanto que da primeira para a terceira temporada são menos parecidos consigo próprios para representarem a mesma idade, do que com os seus eus mais velhos.
A única coisa que não gostei realmente foi de um momento sonoro estilizado, que se verifica repetir-se quase no fim de todos os episódios. Acaba por resumir um pouco o que se está a passar, mas acrescenta pouco e a repetição maçou-me. A música é boa, com destaque para Agnes Obel com três passagens. Criado por Baran bo Odar e Jantje Friese.
4 estrelas

Dark (segunda temporada, 2019)

Criado por Baran bo Odar e Jantje Friese.
Quatro estrelas e meia

Dark

Dark.

Dark (terceira temporada, 2020)

Criado por Baran bo Odar e Jantje Friese.
4 estrelas

TV em Junho

Publicado em 01/07/2020

Normal People

Normal People.

Normal People (primeira temporada, 2020)

O que eu gostei desta série… É sobre encontros, desencontros, a dificuldade em em comunicar, em ler o outro, em percebê-lo. A felicidade e principalmente, a infelicidade. A impossibilidade de evitar cometer os erros nos momentos cruciais. É sobre as prioridades do mundo de hoje, com as quais mesmo duas mentes brilhantes têm imensa dificuldade em lidar. A inversão de valores, ou pelo menos a alteração da sua ordem. É sobre a amizade incondicional — muito mais que o amor —, que une duas pessoas.
Tem sequências de uma intensidade que raramente vi. Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, que actuação extraordinária. Bravo.
5 estrelas

Lovesick (primeira temporada, 2014)

Há algo de agradável nesta série, mais uma que retrata uma época que nunca foi a minha, de relações fugazes e em bom rigor sem grande sentido. Com excepção das três personagens principais, as outras são tratadas com grande superficialidade, razão pela qual é necessário ter algum cuidado com as grandes tiradas filosóficas que dali advêm, porque na verdade, é gente que não chega sequer a conhecer-se, quanto mais a ter algum módico de intimidade. Mas está bem escrita e a banda sonora acompanha maravilhosamente. O actor principal é o músico Johnny Flynn. Criado por Tom Edge.
4 estrelas


Lovesick (segunda temporada, 2016)

As personagens principais são simpáticas, mesmo o questionável Luke acaba por não ser má pessoa e tem alguns momentos com grande piada. Uma série com alguém chamado Angus (um dos secundários recorrentes) tem necessariamente que ser boa. Criado por Tom Edge.
4 estrelas

Lovesick (terceira temporada, 2018)

Decaiu, só a música se manteve em bom nível. Parece que os actores envelheceram de repente, muito mais do que amadureceram no papel. Criado por Tom Edge.
3 estrelas e meia

The Sinner (primeira temporada, 2017)

Série muito boa com uma excelente Jessica Biel, que também é a produtora. Bill Pullman que já não me lembrava que existia desde que entrou em “The Lost Highway” de Lynch (ou no esquecível “Independence Day”), está incrivelmente bem. Criado por Derek Simonds.
Quatro estrelas e meia

The Sinner (segunda temporada, 2018)

Não me lembro de outra série que viva tanto de regressos ao passado que eu tenha gostado tanto. Normalmente tenho os flashbacks como uma habilidade para resolver coisas que já não fazem sentido, ou para mudar o curso da narrativa sem grande trabalho. Aqui não. Bill Pullman, muito provavelmente, no papel da vida dele. Criado por Derek Simonds.
4 estrelas