Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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DS Audio DS002

Publicado em 16/11/2020

DS Audio DS002

Mais uma oportunidade na Ultimate Audio para comprovar que estes conjuntos de célula e equalizador da DS Audio estão num campeonato próprio. Desta vez foi a DS002, subindo um nível relativamente à DS-E1. O detalhe e clareza é de outro mundo, mas achei os agudos um nadinha proeminentes (talvez culpe as colunas por isso).
De meados dos anos 80 e pela década de 90 adentro, nunca fui grande ouvinte de Prefab Sprout — nem de Pop e a New Wave tinha ficado para trás, sobrevivendo até hoje B-52’s e pouco mais. Bauhaus, Christian Death, Death In June, Alien Sex Fiend (era um revoltado) e depois My Bloody Valentine e toda a casta de shoegazers era mais o meu som. É raro o disco dessa época que na minha opinião passa o teste da transparência e detalhe, da boa gravação e bom som. Prefab Sprout, mesmo não querendo, era obrigado a ouvir, aquilo tocava em toda a parte. Conclusão, via DS002, ouvi realmente Prefab Sprout pela primeira vez e, surpresa, toca optimamente. E cada vez menos surpreendente, as prensagens antigas superam frequentemente as de hoje o que não deixa de ser desanimador para o comprador habitual de vinil.

DS Audio DS-E1

Publicado em 24/10/2020

DS Audio DS-E1

Foi possível ouvir novamente a DS Audio DS-E1, afinal a outra estaria com um problema. O som não é assim tão diferente, o que eu tinha escrito antes implicava um diferente no mau sentido, um som clínico digno de uma enfermaria. Não é, mas também não é igual ao que estou habituado.
A voz de Agnes Obel surge com uma claridade e nitidez que até hoje não tinha sido igualada nos meus ouvidos. Nitin Sawhney da caixa OneZero, com as músicas Devil and Midnight e Longing quase que alagava a casa. São 10 pessoas em palco, o centro está um pouco congestionado, mas não com a DS-E1 onde é tudo rápido e nítido. Ao ouvir o mesmo com uma agulha Hana SL, tocando bem, foi-se a definição, foram-se os graves apertados mas com imenso espaço em volta e, sim, o centro congestionou-se. As três ou quatro vozes nem de longe, se deixam ouvir de forma tão límpida e distinta.
Reparei numa diminuição do ruído do próprio vinil, entre faixas. Há uma baixa frequência omnipresente em todas as outras células, que praticamente desapareceu e curiosamente os ruídos que subsistem são também eles mais nítidos e definidos. Não notei uma diminuição do palco, o que é uma queixa que existe comparativamente com as células convencionais, mas como habitualmente não foi uma audição crítica. Pareceu-me um som único, uma abertura de horizontes, e isso equivale a dizer que a música e uma certa noção de uns momentos bem passados, estão primeiro. E estiveram bem.
O gizmo que se vê a rodar é o clamp da Oyaide, STB-HW. Foi na Ultimate Audio.