Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Cinema em Outubro

Publicado em 31/10/2020

Disconnect (2012) (62)

O que se passa online é como ver um desastre em câmara lenta e este filme nem chegou a tocar sequer na miséria humana que são os sites de encontros como o Tinder, Grindr e os seus satélites. E ainda bem, podia até nem chegar às três estrelas. Em português “Desligados”. Realizado por Henry Alex Rubin.
☆ ☆ ☆

Attenberg (2010) (63)

O cinema grego é qualquer coisa… A imitação do “The Ministry of Silly Walks” está magnífica, embora John Cleese nunca tenha realmente mostrado as cuecas. Como bónus adicional ainda temos Yorgos Lanthimos, o realizador de “Canino”, outro filme para o qual todas as palavras seriam curtas. Diz que na Grécia, da antiga civilização, restam para lá umas ruínas e é tudo. Realizado por Athina Rachel Tsangari.
☆ ☆ ☆ ½

After (2019) (64)

Realizado por Jenny Gage.
☆ ☆ ☆

La Città Delle Donne (1980) (65)

Realizado por Federico Fellini.
☆ ☆ ☆ ☆

Bobi Jene (2019) (66)

O que mais gostei neste filme/documentário foi da participação de Laura Dern como ela própria. De resto, o mundo da dança contemporânea, como o mundo da arte em geral, acaba por me interessar pouco — o que é diferente da arte em si. São todos “fabulous” e “amazing” já se sabe. Realizado por Elvira Lind.
☆ ☆ ☆ ½

Soleil battant (2017) (67)

Em português “Sol Cortante”. Realizado por Clara Laperrousaz e Laura Laperrousaz.
☆ ☆ ☆ ½

Place publique (2018) (68)

Em português “Na Praça Pública”. Realizado por Agnès Jaoui.
☆ ☆ ☆ ☆

L’apparition (2018) (69)

Em português “A Aparição”. Realizado por Xavier Giannoli.
☆ ☆ ☆ ☆

Les Confins du Monde (2018) (70)

Um filme de guerra, o Vietname ainda com os franceses, duro como convém. Realizado por Guillaume Nicloux.
☆ ☆ ☆ ☆

Le Vent Tourne (2018) (71)

O sonho de ser auto-suficiente, viver da terra, criar animais, produzir a sua própria energia… De tanto querer ser contra a sociedade em que se vive, a queda no exagero do radicalismo. Ao mesmo tempo que se tenta ter uma família… não é fácil. Realizado por Bettina Oberli.
☆ ☆ ☆ ☆

Le Collier Rouge (2018) (72)

Outro filme de guerra, a I Grande Guerra, mas é um feel good. Em português “Histórias de Uma Vida”. Realizado por Jean Becker.
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Stories We Tell (2012) (73)

Demasiado longo, demasiada a minha falta de interesse pela vida destas pessoas. A premissa não é má — a verdade depende de quem a conta —, mas os entrevistados por Sarah Polley (principalmente os irmãos e irmãs, pai e pai biológico), apresentam versões da história surpreendentemente alinhadas e os segredos, francamente, parecem de Polichinelo. Que a realizadora é afinal filha de outro? Praticamente toda a gente sabia, menos aquele que é habitualmente o último a saber. Não há novidade aqui. O pai da realizadora não foi o único amante da mãe. Continua a não haver novidade. Em português “Histórias Que Contamos”. Realizado por Sarah Polley.
☆ ☆ ☆ ☆

Miss Violence (2013) (74)

O cinema grego… nem entendo se existe alguma relação entre cinema e sociedade grega de hoje. Se existe, é gente maldita. O filme começa com o suicídio de uma miúda de 11 anos no dia do seu aniversário e em cinco minutos percebi o que se passava, mas não tudo. Dizer que é brutal, nem começaria a descrever… A forma de tratar os assuntos, o desempenho incrível dos actores… Falta luz no cinema grego, não há brancos, só tons escuros e profundamente negros. Realizado por Alexandros Avranas.
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May in the Summer (2013) (75)

Eventualmente não será um quatro, mas gostei é um facto. Gostei da actriz principal e realizadora, gostei de ser passado na Jordânia e de o árabe se misturar aqui e ali com o inglês. Em português “O Verão de May”. Realizado por Cherien Dabis.
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Love Me Not

Love Me Not de Alexandros Avranas.

Love Me Not (2017) (76)

O cinema grego… mais um. Gente maldita. Realizado por Alexandros Avranas.
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Retour à Ithaque (2014) (77)

Em português “Regresso a Ítaca”. Realizado por Laurent Cantet.
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Undir trénu (2017) (78)

Já vi muitos filmes ou, seja na Islândia, ou em qualquer lado, as pessoas são previsíveis, mas mesmo assim gostei, porque paralelamente à discórdia propriamente dita, há subtis camadas de complexidade. Em português “A Árvore da Discórdia”. Realizado por Hafsteinn Gunnar Sigurðsson.
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Tempête (2015) (79)

Realizado por Samuel Collardey.
☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Setembro

Publicado em 30/09/2020

Dogman (2018) (48)

Realizado por Matteo Garrone.
☆ ☆ ☆ ½

The Goldfinch (2019) (49)

Realizado por John Crowley.
☆ ☆ ☆ ½

Amarcord (1973) (50)

Realizado por Federico Fellini.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Greyhound (2020) (51)

O primeiro filme que vi na Apple TV+… que fraco. Leva duas estrelas por caridade. Assim a Apple como produtora de originais não faz qualquer falta. Realizado por Aaron Schneider.
☆ ☆

Maya (2018) (52)

Não tem um filme mau a Mia Hansen-Løve.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Beoning (2018) (53)

Os coreanos também conseguem não ter um filme mau… pelo menos dos que chegam até mim. Em português “Em Chamas”. Realizado por Chang-dong Lee.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Taxi (2015) (54)

Fico sempre admirado com a qualidade do cinema iraniano e como com uma escassez de meios tão grande se fazem filmes tão bons. Basta talento, uma boa ideia e principalmente ter que dizer. Realizado por Jafar Panahi.
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The Social Dilemma (2020) (55)

Documentário sobre a vida sempre em linha. A amoralidade dos algoritmos que moldam agora a vida de milhões de pessoas e mais uma vez, a vigilância permanente — hoje é para vender coisas, amanhã está bom de ver para o que será. Estou ciente de praticamente tudo que aqui se diz há muito tempo. Fiquei satisfeito com o interesse dos filhos, mas tenho reparado que para a juventude, a etiqueta Netflix está para os documentário, como as embalagens McDonalds estão para as cenouras. Realizado por Jeff Orlowski.
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Gimme Danger (2016) (56)

Revi este documentário sobre os Stooges sem saber, porque só mesmo quase no fim me lembrei que já o tinha visto. “Muito obrigado à pessoa que me atirou esta garrafa de vidro à cabeça. Quase me mataste mas voltaste a falhar, volta a tentar para a semana.” Realizado por Jim Jarmusch.
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Yek khanévadéh-e mohtaram (2012) (57)

Em português “Uma Família Respeitável”. Realizado por Massoud Bakhshi.
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Asphalte (2015) (58)

Que filme fraco e sem qualquer piada (para comédia, é bizarro), leva duas estrelas por caridade. Em português “Histórias de Bairro”. Realizado por Samuel Benchetrit.
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Jagten (2012) (59)

Um filme extremamente duro. Em Português “A Caça”. Realizado por Thomas Vinterberg.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Da-reun na-ra-e-seo (2012) (60)

Elogiei o cinema coreano e não demorou a aparecer este, que não é nada de especial… Mas é com Isabelle Huppert, nunca se sabe o que sai dos filmes dela, o melhor e o pior, certamente. Em Português “Noutro País”. Realizado por Sang-soo Hong.
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Geu-hu (2017) (61)

Em português “O Dia Seguinte”. Realizado por Sang-soo Hong.
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