Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Torus Power RM 16 CE

Publicado em 24/09/2020

Torus Power RM 16 CE

Com o filtro de corrente Nuprime Pure AC-4 a qualidade do som deu um salto impossível, estava curioso para saber se ainda melhorava com o regenerador de corrente Torus Power RM 16 CE — emprestado pela Ultimate Audio —, uma máquina bastante mais substancial. Enorme mesmo, com 54Kg, apesar de boa construção, uma caixa preta sem qualquer característica especial e apenas um grande interruptor azul no painel frontal. Nem uma informação sobre o que se está a passar, ao contrário do Nuprime com os seus números excessivamente luminosos.
A tocar em comparação directa com o Pure AC-4 ligado com um cabo Oyaide Tunami GPX-Re, bate-o sem apelo nem agravo. Lá se foi o salto impossível! Como é possível algo que só manipula a corrente de entrada, ter este efeito tão profundo no som? Não percebo. Explicações científicas são esparsas, na alta fidelidade o esoterismo ainda é o que era. Mas mais uma vez, mais de tudo, logo a começar pela definição e detalhe, seguida de ar em volta dos intérpretes. Palco profundo, uma presença inacreditável das vozes e se já havia silêncio, há mais. Se já havia solidez, agora é maciça. E há mais sons, alguns subtis, outros não. O detalhe agora é tanto que nem se pode dizer apenas que toca tudo melhor, a diferença é entre lá estar ou simplesmente não estar e nunca sequer ter existido para mim. É de ficar pasmado.
Coloco o “Love Letter for Fire” (vinil) de Sam Beam e Jesca Hoop e é um exemplo acabado do que acabei de escrever: De onde saíram todos estes sons? É outro disco. Cigarettes After Sex homónimo (vinil), o primeiro álbum, com tanto de calmo como de problemático nos graves — agora sem qualquer problema e com os graves controlados, sobressai a música e o timbre peculiar da voz… é outro disco. O RM 16 CE é uma discografia toda nova. Com “The Last Resort” (vinil) de Trentemøller, as notas electrónicas percorrem o palco como meninos rabinos, com “Obverse” (vinil) também de Trentemøller as vozes de Rachel Goswell (Slowdive) ou Jenny Lee (Warpaint) surgem-me à frente como nunca aconteceu. Ao ouvir o CD “Matané Malit” de Elina Duni Quartet, quase que dá para entender aquelas doces palavras albanesas.
Eu até preferia que o Nuprime Pure AC-4 conseguisse andar próximo. Eu até preferia viver sem este caixote gigante que ficou curto em alguma beleza, mas já não consigo. Voltar a ligar tudo à parede tornou-se verdadeiramente impensável.

Transporte C.E.C. TL-5

Publicado em 02/07/2020

CEC TL-5

Um transporte é basicamente um leitor de CD sem DAC. Um DAC é o que converte o sinal digital para um sinal analógico que podemos ouvir transmitido pelas colunas, depois de devidamente amplificado. Neste caso foi utilizado um Ayon S-10 II. Mas mais uma vez a atenção estava essencialmente nas colunas Apertura Edena Evolution. Bem tento levar coisas diferentes. mas não há nada que toque mal, é impressionante. Na Ultimate Audio.

  • Django, Django, Marble Skyes, 2018
  • Underworld, Dubnobasswithmyheadman, 1994
  • David Sylvian, Secrets of the Beeehive, 1987
  • Aimee Mann, Magnolia, 1999
  • Fink, Distance and Time, 2007
  • Tricky, Ununiform, 2017
  • Wolfgang Muthspiel, Scott Colley, Brian Blade, Angular Blues, 2020
  • John Zorn, Masada VIII, 1997
  • Agnes Obel, Late Night Tales, 2018 (compilação de onde ouvi Lee Hazelwood, Lena Platonos, Agnes Obel, Sibylle Baier e Michelle Gurevich)
  • Can, Future Days, 1973 (via bluetooth)

Gira-discos Dr. Feickert Volare

Publicado em 29/06/2020

Dr. Feickert Volare

Audição de um gira-discos Dr. Feickert Volare com braço Jelco — empresa com 100 anos, encerrada recentemente como consequência da Covid-19 —, e agulha Audio Technica OC9 com alguns anos. Foram utilizados dois pré-amplificadores phono, primeiro um Sonneteer Sedley com quase 20 anos e depois, um Elac PPA2 novo. A diferença que faz um pré-amplificador… ligar o Elac é como abrir a janela e deixar entrar ar para o som circular por ali. É uma diferença enorme. Mas não consta que o Sonneteer Sedley seja má máquina e antes do Elac estava a tocar bem… mas depois da janela abrir, não voltou a fechar. Foi na Ultimate Audio.


A música por ordem:

  • Terry Callier, What Color Love Is, 1973
  • Cassandra Wilson, Traveling Miles, 1999
  • John Coltrane, A Love Supreme, 1965
  • Minoru Muraoka, Bamboo, 1970
  • Cowboys Junkies, Trinity Sessions, 1988
  • Trentemøller, The Last Resort, 2006 (edição 2018)
  • Jarvis Cocker, Chilly Gonzales, Room 29, 2017
  • Marlon Williams, Make Way for Love, 2018
  • Benjamim Clementine, At Least For Now, 2014

Colunas Apertura Edena Evolution

Publicado em 19/06/2020

Apertura Edena Evolution

Sessão de audição na Ultimate Audio Elite, desta vez para avaliar estas colunas francesas. Mantém-se a boa impressão causada pela Apertura quando ouvi as Harmonia Evolution, tudo indica que os sacanitas dos franceses acertaram nisto. A música foi a seguinte, pela ordem que tocou:

  • Sophie Hunger, Molecules, 2018
  • Agnes Obel, Myopia, 2019
  • Trentemøller, The Last Resort, 2006 (edição 2018)
  • FKA Twigs, Magdalene, 2019
  • Elliott Smith, Either/or, 1997
  • Balthazar, Fever, 2019
  • John Zorn Bar Kokhba Sextet, Zevolum, 1998