Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Cinema em Agosto

Publicado em 31/08/2021

Asa Ga Kuru (2020) (48)

Em português “As Verdadeiras Mães”. Realizado por Naomi Kawase.
☆ ☆ ☆ ☆

La Virgen de Agosto (2019) (49)

Mais um filme sobre uma mulher desnorteada que tem o mérito de não enveredar por contar histórias de falta de auto-estima que passam quase sempre pela promiscuidade e auto-desvalorização. Madrid em Agosto, uma madrilena fica na cidade sob um calor insuportável, enquanto os restantes nativos rumam a zonas mais frescas, acabando por fazer uma série de amigos estrangeiros ou de outras partes de Espanha. A certa altura pareceu que ia ser melhor… Mas há outra coisa pessoal, que é cada vez menos me interessar Espanha. Acho tudo feio e principalmente sem absolutamente gosto nenhum e a todos os níveis. A actriz e argumentista Itsaso Arana não prima pela beleza o que até poderia resultar num certo realismo, mas até eu que raramente reparo nessas coisas tenho de observar — era necessário andar realmente tão mal vestida? E aqueles sapatos horrorosos durante a totalidade do filme… nem sequer parecem apropriados para tanto calor, que mau gosto extraordinário. Em português “A Virgem de Agosto”. Realizado por Jonás Trueba.
☆ ☆ ☆ ½

False Confessions (2017) (50)

Está na Internet Movie Database classificado como “tv movie”, nunca tive grandes expectativas para telefilmes e é bem fraco. Em português “As Falsas Confidências”. Realizado por Luc Bondy e Marie-Louise Bischofberger.
☆ ☆ ½

Happî Awâ (2015) (51)

Quatro amigas a viver em Kobe, todas com 37 anos e dramas íntimos que Hamaguchi explora com mestria. Não acontece no filme todo, mas alguns planos são extremamente bonitos e traduzem na perfeição que se está a passar entre o omnipresente formalismo japonês — que ironicamente muitas vezes me fez suspeitar da tradução por causa da forma de estar e de falar que cá seria inimaginável (e continuo a suspeitar da tradução, já vi mesmo muitos filmes japoneses). Ter lido algures que as quatro amigas não são actrizes (e ganharam o prémios de melhor actriz no festival de Locarno), que aliás, não há um único actor profissional, torna a obra um feito e um triunfo. O nome em japonês é a expressão “Happy Hour” com que foi lançado internacionalmente. Também não é todos os dias que vejo um filme de cinco horas e 17 minutos. Realizado por Ryûsuke Hamaguchi.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Março

Publicado em 23/03/2020

Hikari (2017) (24)

Realizado por Naomi Kawase. Em português “Esplendor”.
☆ ☆ ☆

Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) (25)

Realizado por José Padilha.
☆ ☆ ☆ ☆

Kynodontas (2009) (26)

Realizado por Yorgos Lanthimos. Em português “Canino”.
☆ ☆ ☆ ☆

Shalako (1968) (27)

Realizado por Edward Dmytryk. É muito fraco este filme, mas dou três só pela Brigitte Bardot (que me intriga porque é um filme que não tem os animais em grande conta).
☆ ☆ ☆

Man on Fire (2004) (28)

Realizado por Tony Scott. Em português “Homem Em Fúria”.
☆ ☆ ☆ ½

Powder Blue (2009) (29)

Realizado por Timothy Linh Bui. O melhor deste filme são os clichês, salvo pela Jessica Biel. Em português “O Amanhã Será Melhor”.
☆ ☆ ☆

P.S. I Love You (2007) (30)

Realizado por Richard LaGravenese. Acabou mal o mês, por vários motivos.
☆ ☆