Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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DS Audio DS-E1

Publicado em 24/10/2020

DS Audio DS-E1

Foi possível ouvir novamente a DS Audio DS-E1, afinal a outra estaria com um problema. O som não é assim tão diferente, o que eu tinha escrito antes implicava um diferente no mau sentido, um som clínico digno de uma enfermaria. Não é, mas também não é igual ao que estou habituado.
A voz de Agnes Obel surge com uma claridade e nitidez que até hoje não tinha sido igualada nos meus ouvidos. Nitin Sawhney da caixa OneZero, com as músicas Devil and Midnight e Longing quase que alagava a casa. São 10 pessoas em palco, o centro está um pouco congestionado, mas não com a DS-E1 onde é tudo rápido e nítido. Ao ouvir o mesmo com uma agulha Hana SL, tocando bem, foi-se a definição, foram-se os graves apertados mas com imenso espaço em volta e, sim, o centro congestionou-se. As três ou quatro vozes nem de longe, se deixam ouvir de forma tão límpida e distinta.
Reparei numa diminuição do ruído do próprio vinil, entre faixas. Há uma baixa frequência omnipresente em todas as outras células, que praticamente desapareceu e curiosamente os ruídos que subsistem são também eles mais nítidos e definidos. Não notei uma diminuição do palco, o que é uma queixa que existe comparativamente com as células convencionais, mas como habitualmente não foi uma audição crítica. Pareceu-me um som único, uma abertura de horizontes, e isso equivale a dizer que a música e uma certa noção de uns momentos bem passados, estão primeiro. E estiveram bem.
O gizmo que se vê a rodar é o clamp da Oyaide, STB-HW. Foi na Ultimate Audio.

Nuprime Pure AC-4

Publicado em 24/08/2020

Nuprime Pure AC-4

Teste em casa do filtro de corrente Pure AC-4 da Nuprime (Ultimate Audio). Diz que “improves your audio system sound stage and resolution. You can hear more details and harmonics in your music.” Quero ouvir isso!
Como o sistema estava todo ligado ao filtro, resolvemos primeiro ouvir oito músicas com e posteriormente, as mesmas oito, sem. E foi assim:

  • Trentemøller, The Last Resort, 2006 (edição 2018)
  • The Dave Brubeck Quartet, Time Out, 1959 (edição 2x45rpm, Analogue Productions)
  • Helen Merryl, Helen Merryl, 1955 (edição mono, Analogue Productions)
  • Tadao Sawai, Kazue Sawai, Hozan Yamamoto, Sadanori Nakamur, Tatsuro Takimoto e Takeshi Inomata, Jazz Rock, 1973
  • Keren Ann, 101, 2011 (CD)
  • Over the Rhine’s, Love and Revelation, 2019 (CD)
  • Piers Faccini, Tearing Sky, 2006 (CD)
  • Thelonious Monk, Les Liaisons Dangereuses, 1960

Retiramos o filtro e recomeçamos pelo disco 101 de Keren Ann, um pop arranjadinho. Meu Deus, o meu cepticismo tem sido triturado naquilo que agora posso considerar uma base regular. Eu já tinha dito ao amigo que me acompanha no hobby, que tinha mais palco em todas as direcções, que os intérpretes estavam com o seu lugar mais definido, que a música era mais clara. Mas aqui sozinho, até duvido do que ouço.
Mas os dois não tivemos qualquer dúvida: “improves your audio system sound stage and resolution. You can hear more details and harmonics in your music.” Exactamente. E foi de tal forma, que já nem ouvimos mais nada sem o Pure AC-4. Para quê, perder tempo? Ouvimos outras coisas que por aqui andam e apreciamos a música até às duas da manhã.

Colunas Vimberg Tonda D

Publicado em 24/07/2020

Vimberg Tonda D

As estrelas desta audição seriam as colunas Vimberg Tonda D, que tocaram o esperado e muito mais que o esperado. A verdadeira estrela, foi a combinação mágica das Vimberg com o amplificador Boulder 2160 e pré-amplificador Boulder 2110. Que brutalidade indecente. A fonte foi o transporte C.E.C. TL-5 com o APL DAC DSD SR. Pelo meio, cabos Siltech de custo verdadeiramente escandaloso.
Começou morno com The Classical Jazz Quartet, a gravação revelou rapidamente não ser brilhante. A partir daí foi quase sempre a subir e por vezes degraus de uma altura complicada.
Quando chegou a Masada II de John Zorn, certamente que terão tomado nota em Serralves e gritado ò da guarda. Quando a primeira música de Battles passou, houve quem pensasse em evacuar o prédio e chamar bombeiros, protecção civil e talvez até o senhor presidente da câmara, para se deleitar com aquele som. Só lhe fazia bem um pequeno intervalo na instalação de parquímetros.
Não adiantou nada levar música tão eclética, a facilidade com que o Boulder tratou de tudo seria até capaz de enervar uma pessoa, se não tocasse tão bem. Diz que é o resultado de 600W de pura classe A. Se o dia estava quente, ali ficou bem mais quente.
Além do referido The Classical Jazz Quartet, houve uma outra nota dissonante embora por diferentes razões — Michael Nyman. A música clássica contemporânea minimalista, não é um estilo que extraia o melhor de um sistema destes. Por uma pequena fracção, consegue-se uma reprodução digníssima deste disco.
Fechamos com Kind of Blue de Miles Davis porque um amigo que me acompanhava ouve este disco há várias décadas. E que tal? Não sendo estranho a bons sistemas de alta fidelidade, nunca tinha ouvido com esta qualidade. Pois, entendo… nem eu.

A música, se não me engano, por esta ordem.

  • The Classical Jazz Quartet, Play Tchaikovsky, 2006
  • John Zorn, Masada Guitars, 2003
  • Dave Holland Quintet, Not For Nothin’, 2001
  • John Zorn, Masada II, 1997
  • Laika, Sound of the Satellites, 1997
  • Cass McCombs, Humor Risk, 2011
  • Battles, Juice B Crypts, 2019
  • Fink, Distance and Time, 2007
  • Michael Nyman, A Zed and Two Noughts, 1990
  • Tricky, Ununiform, 2017
  • Massive Attack, Mezzanine, 1998
  • Dead Can Dance, Spiritchaser, 1996
  • John Zorn Bar Kokhba Sextet, Zevolum, 1998
  • Miles Davis, Kind of Blue, 1997 (remastered)

Foi na Ultimate Audio.

Gira-discos Dr. Feickert Volare

Publicado em 29/06/2020

Dr. Feickert Volare

Audição de um gira-discos Dr. Feickert Volare com braço Jelco — empresa com 100 anos, encerrada recentemente como consequência da Covid-19 —, e agulha Audio Technica OC9 com alguns anos. Foram utilizados dois pré-amplificadores phono, primeiro um Sonneteer Sedley com quase 20 anos e depois, um Elac PPA2 novo. A diferença que faz um pré-amplificador… ligar o Elac é como abrir a janela e deixar entrar ar para o som circular por ali. É uma diferença enorme. Mas não consta que o Sonneteer Sedley seja má máquina e antes do Elac estava a tocar bem… mas depois da janela abrir, não voltou a fechar. Foi na Ultimate Audio.


A música por ordem:

  • Terry Callier, What Color Love Is, 1973
  • Cassandra Wilson, Traveling Miles, 1999
  • John Coltrane, A Love Supreme, 1965
  • Minoru Muraoka, Bamboo, 1970
  • Cowboys Junkies, Trinity Sessions, 1988
  • Trentemøller, The Last Resort, 2006 (edição 2018)
  • Jarvis Cocker, Chilly Gonzales, Room 29, 2017
  • Marlon Williams, Make Way for Love, 2018
  • Benjamim Clementine, At Least For Now, 2014