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DS Audio 003

Publicado em 05/08/2021

DS Audio 003

Célula DS Audio 003, desta vez a tocar num Technics SL-1210GAE 55th Anniversary, outra grande máquina. A razão é que o Technics SL-1000R chegou com um defeito e já voltou para o Japão, um espectáculo indecente e que me surpreendeu completamente. Acontece, mas ao nível que é… enfim. Agora mais não sei quantos meses à espera…
Outra surpresa foi ouvir o pré-phono SoulNote E-2 a obliterar o pré-phono/energizer da DS Audio correspondente à célula 003. Inacreditável a diferença. O SoulNote tem um pequeno defeito que me incomoda: É super-feio (não que o DS Audio prime pela beleza…).

Esprit Audio — Beta

Publicado em 17/05/2021

Mais uma experiência com cabos que acabou com algo em que eventualmente acreditava. No caso, a minha ideia de ter todos os equipamentos ligados com Tellurium Q. Antes de juntar a fonte de alimentação suplementar T+A PS 3000 HV ao meu amplificador T+A A 3000 HV, tinha este último ligado ao prévio T+A P 3000 HV através de cabos XLR Chord Reference de um metro — comprimento que deixou de ser suficiente. Ficaram aqui emprestados uns Audioquest de baixa gama também XLR.
Entretanto, tinha a ideia de comprar Tellurium Q Black Diamond para praticamente tudo, mas especialmente nestas coisas e principalmente quando se começam a tornar muito dispendiosas, o melhor é ouvir no nosso sistema existindo essa possibilidade. Entretanto, surgiram uns outros cabos de uma marca desconhecida para mim, a Esprit Audio, de França (Ultimate Audio). Havia disponível um conjunto RCA da gama baixa Beta e liguei-os. Nos primeiros acordes, os Audioquest foram imediatamente arrumados para devolver, nem vale a pena voltar a falar do assunto.
Também estavam disponíveis uns Tellurium Q da gama equivalente à Beta — a Ultra Black II. E resolvi experimentar. Como é fastidioso ligar e desligar cabos constantemente, ouvi uma hora com Beta e depois outra com Ultra Black II, e a primeira impressão foi que são completamente diferentes. Os Ultra Black II mais retraídos, mas também menos brilhantes e sibilantes, nada de necessariamente negativo, uma questão de gosto e pareceu-me gostar mais dos Esprit Beta. O choque foi quando os liguei novamente e voltei a ouvir a mesma música que tinha acabado de ouvir com os Tellurium Q… foi o exacto efeito de retirar um pano de cima das colunas e tenho também a referir, não muito fino. E é apenas uma interligação, entre amplificador e pré-amplificador, nem imagino o que será trocar os cabos todos de uma vez! Mas imaginava — antes —, que não devia haver tanta discrepância.
Em termos de construção (inspecção visual), a Esprit também tem muito melhor aspecto, são mais pesados e parecem de facto melhor construídos e fabricados com melhor material.
Vai estar disponível um conjunto XLR Esprit Eterna em breve e espero maravilhas. Agora os meus cabos preferidos são os Esprit e até estou a pensar em desistir dos de corrente da Oyaide.
Já está tudo perigosamente para lá do que gostaria de gastar em cabos, mas começo a achar que se ouço, tenho de pagar. A minha esperança é sempre não ouvir diferença nenhuma, está difícil.

DS Audio DS-E1

Publicado em 24/10/2020

DS Audio DS-E1

Foi possível ouvir novamente a DS Audio DS-E1, afinal a outra estaria com um problema. O som não é assim tão diferente, o que eu tinha escrito antes implicava um diferente no mau sentido, um som clínico digno de uma enfermaria. Não é, mas também não é igual ao que estou habituado.
A voz de Agnes Obel surge com uma claridade e nitidez que até hoje não tinha sido igualada nos meus ouvidos. Nitin Sawhney da caixa OneZero, com as músicas Devil and Midnight e Longing quase que alagava a casa. São 10 pessoas em palco, o centro está um pouco congestionado, mas não com a DS-E1 onde é tudo rápido e nítido. Ao ouvir o mesmo com uma agulha Hana SL, tocando bem, foi-se a definição, foram-se os graves apertados mas com imenso espaço em volta e, sim, o centro congestionou-se. As três ou quatro vozes nem de longe, se deixam ouvir de forma tão límpida e distinta.
Reparei numa diminuição do ruído do próprio vinil, entre faixas. Há uma baixa frequência omnipresente em todas as outras células, que praticamente desapareceu e curiosamente os ruídos que subsistem são também eles mais nítidos e definidos. Não notei uma diminuição do palco, o que é uma queixa que existe comparativamente com as células convencionais, mas como habitualmente não foi uma audição crítica. Pareceu-me um som único, uma abertura de horizontes, e isso equivale a dizer que a música e uma certa noção de uns momentos bem passados, estão primeiro. E estiveram bem.
O gizmo que se vê a rodar é o clamp da Oyaide, STB-HW. Foi na Ultimate Audio.