Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos da categoria “Poesia

Chanson d’Automne

Publicado em 12/12/2022

Les sanglots longs
Des violons
     De l’automne
Blessent mon cœur
D’une langueur
     Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
     Sonne l’heure,
Je me souviens
Des jours anciens
     Et je pleure;
Et je m’en vais
Au vent mauvais
     Qui m’emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
     Feuille morte.

—Paul Verlaine, Poèmes saturniens, 1866. (Ouvi este poema no filme Frantz de François Ozon.)

Louise Glück IA

Publicado em 06/12/2022

Winter has come again
Bringing with it cold and snow
The trees are bare and stark
Their leaves have long ago fallen

The winds howl and moan
As they whip through the barren landscape
The days are short and dark
And the nights are long and cold

But despite the chill and the bleakness
There is beauty to be found
In the starkness of the trees
And the blanket of white that covers the ground

The silence of the winter woods
Is a kind of peace
A respite from the hustle and bustle
A time for rest and reflection

So let us embrace the winter
And all its quiet, solitary splendor
For though it may be cold and harsh
It has its own unique beauty to offer.

Este poema sobre o Inverno, foi gerado a meu pedido no estilo Louise Glück no site ChatGPTWrite poem about winter Louise Glück style. Se dissesse simplesmente que era da autora, enganaria virtualmente toda a gente. Depois pedi em português e a máquina também cumpriu de forma aceitável.

Write poem about winter Louise Glück style in portuguese.

O inverno chegou outra vez
Trazendo frio e neve
As árvores estão nuas e severas
Suas folhas já caíram há muito tempo

Os ventos uivam e gemem
Quando sopram através do paisagem despida
Os dias são curtos e escuros
E as noites são longas e frias

Mas apesar do frio e da desolação
Há beleza a ser encontrada
Na severidade das árvores
E na manta branca que cobre o solo

O silêncio dos bosques de inverno
É uma espécie de paz
Um refúgio do corre-corre
Um tempo para descanso e reflexão

Então vamos abraçar o inverno
E toda a sua quietude, solitária esplendor
Porque embora possa ser frio e duro
Ele tem sua própria beleza única a oferecer.

Mas onde me parece que é algo que irá certamente mudar o curso da civilização, é na sua capacidade de escrever, adaptar e converter código. Se código é poesia, esta máquina é uma autêntica poeta. O que um programador demoraria anos a fazer, aqui demora minutos. E outras coisas. Anda perto do inacreditável (Engraved). Vou arquivar este texto na categoria Poesia, porque gostei do poema.

Splendour in the Grass

Publicado em 21/11/2022

(…)
What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.
(…)
—William Wordsworth, Ode: Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood

I Felt a Funeral, in My Brain

Publicado em 19/08/2022

I felt a Funeral, in my Brain,
And Mourners to and fro
Kept treading – treading – till it seemed
That Sense was breaking through –
And when they all were seated,
A Service, like a Drum –
Kept beating – beating – till I thought
My mind was going numb –
And then I heard them lift a Box
And creak across my Soul
With those same Boots of Lead, again,
Then Space – began to toll,
As all the Heavens were a Bell,
And Being, but an Ear,
And I, and Silence, some strange Race,
Wrecked, solitary, here –
And then a Plank in Reason, broke,
And I dropped down, and down –
And hit a World, at every plunge,
And Finished knowing – then –
— Emily Dickinson The Poems of Emily Dickinson: Variorum Edition, Harvard University Press, 1983