The Party told you to reject the evidence of your eyes and ears. It was their final, most essential command.
—George Orwell, 1984, 1949
The Party told you to reject the evidence of your eyes and ears. It was their final, most essential command.
—George Orwell, 1984, 1949
Os pescadores sabem que o mar é perigoso e que a tempestade é temível, mas nunca consideraram esses perigos razão suficiente para permanecer em terra. Deixam essa prudência àqueles a quem ela agrada. Quando a tempestade chega — quando cai a noite — o que é pior: o perigo ou o medo do perigo? Dá-me a realidade, o próprio perigo.
—Vincent Van Gogh, carta para o seu irmão Theo, 16 de Maio de 1882. Traduzido a partir da autobiografia “Dear Theo”, editada por Irving Stone e Jean Stone em 1995.
Já se sabia que eram tudo balelas, por isso de que servia estar alguém a ralar-se? Sabia quando aplaudir e quando apupar, e chegava!
—George Orwell, 1984, Público 2002 (1949)
De certo modo, a visão que o Partido fomentava do mundo e das coisas impunha-se com maior êxito às pessoas incapazes de a compreender. Podia-se levá-las a aceitar as mais flagrantes violações da realidade, porque nunca viam claramente a enormidade do que se lhes pedia, nem se interessavam suficientemente pela vida pública para se aperceberem do que estava a acontecer. Graças à falta de entendimento, conservavam saúde de espírito. Engoliam tudo e mais alguma coisa, e o que engoliam não lhes fazia mal, pois não eixava atrás de si e menor resíduo, como grãos de milho, sem serem digeridos, entram e saem pelo corpo de um pássaro.
—George Orwell, 1984, Público 2002 (1949)
— Talvez também viesses a gostar de mim aos poucos — disse-me. — Mas não vale a pena falar disso agora. Falar faz doer ainda mais. Acabou. Vês, estou aqui perto de ti, mas não encontro mais nada para te dizer. Gostava de fazer alguma coisa por ti, para te ajudar, mas ao mesmo tempo tenho uma espécie de vontade de me ir embora e de não ouvir mais falar de ti.
—Natalia Ginzburg, O Caminho da Cidade, Relógio D’Água 2024 (1942)