Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

What if you just talked to your children

Publicado em 02/08/2026

cool use case of chatgpt work i heard last night:
connect your family calendars and explain your kids’ interests.
every morning for the drive to school, have it make a podcast that talks about one kid’s soccer game that afternoon, one kid’s upcoming birthday, some news, etc.

Sam Altman no X (@sama)

O título é a resposta de Alex Hirsch (@_AlexHirsch).

Perdidos en la Noche (2023) realizado por Amat Escalante.

Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2026

Urchin (2025) (46)

Frank Dillane (Mike) faz um papel incrível, mas senti que o filme podia ser muito melhor. Em português “Urchin – Pelas Ruas de Londres”. Realizado por Harris Dickinson.
☆ ☆ ☆ ½

If I Had Legs I’d Kick You (2025) (47)

Em português “Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé”. Realizado por Mary Bronstein.
☆ ☆ ☆ ½

Il Sorpasso (1962) (48)

Para mim, um dos protagonistas deste filme é a buzina do Lancia, só me ri. Em português “A Ultrapassagem”. Realizado por Dino Risi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Nowhere to Go (1958) (49)

Já tinha visto, esqueci-me de registar pelos vistos. Realizado por Seth Holt e Basil Dearden.
☆ ☆ ☆ ½

Train Dreams (2025) (50)

Em português “Sonhos e Comboios”. Realizado por Clint Bentley.
☆ ☆ ½

Die My Love (2025) (51)

Bastante perturbador com Grace (Jennifer Lawrence) sempre no fio da navalha e nós sempre à espera que algo mesmo mau aconteça. E não acontece nada de bom. Nos créditos finais, Love Will Tear Us Apart dos Joy Division, numa versão nua, cantada pela realizadora — uma surpresa. Em português “Mata-te, Amor”. Realizado por Lynne Ramsay.
☆ ☆ ☆ ☆

Red Sparrow (2018) (52)

Continuo a gostar de um filme de espionagem, apesar da propaganda — o mau da fita é um indivíduo que se parece com Putin e o título (ainda mais em português), remete para uma Rússia comunista que já não existia há muito tempo no ano em que o filme se passa. Mas na América, a “opinião pública” é um trabalho de muitos anos. Em português “A Agente Vermelha”. Realizado por Francis Lawrence.
☆ ☆ ☆ ☆

Burning Man (2011) (53)

Mesmo antes de sabermos o que se passa, as emoções andam descontroladas, mais tarde entra um pouco no dramalhão, mas mesmo assim gostei. Realizado por Jonathan Teplitzky.
☆ ☆ ☆ ☆

Love Streams (1984) (54)

Realizado por John Cassavetes.
☆ ☆ ☆ ½

The Assessment (2024) (55)

Realizado por Fleur Fortune.
☆ ☆ ☆ ☆

Saint Amour (2016) (56)

Em português (nem tanto) “Saint Amour”. Realizado por Benoît Delépine e Gustave Kervern.
☆ ☆ ☆

Eyes Wide Shut (1999) (57)

Em português (nem tanto) “Eyes Wide Shut”. Realizado por Stanley Kubrick.
☆ ☆ ☆ ☆

Perdidos en la Noche (2023) (58)

Realizado por Amat Escalante.
☆ ☆ ☆ ☆

Mal Viver (2023) (59)

Os anos passam e som continua a ser patético nos filmes portugueses, mas gostei muito da fotografia que estava uns furos acima de tudo o resto. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½

Viver Mal (2023) (60)

Gostei mais deste, mas mesmo assim não chegou ao almejado quatro. O hotel, na Curia, é uma das estrelas. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½

Armand (2024) (61)

Renate Reinsve (A Pior Pessoa do Mundo) é metade do filme, ou mais. Realizado por Halfdan Ullmann Tøndel (que é neto de Liv Ullmann e Ingmar Bergmann).
☆ ☆ ☆ ½

Ler é um Dever

Publicado em 31/07/2026

A Anthropic destruiu milhões de livros para treinar o Claude, num projecto interno chamado “Project Panama”, revelado num processo judicial de autores que a empresa acabou por resolver com um acordo de 1,5 mil milhões de dólares em Setembro de 2025. Os documentos mostraram que a liderança considerava os livros “essenciais” para o treino — um cofundador disse que ensinariam os modelos a “escrever bem” em vez de imitar o “discurso de baixa qualidade da internet”. Mas não fica por aqui, um livreiro denunciou que existe a possibilidade de muitos dos livros destruídos serem muito raros (Futurismm, NL Times) — e toda a destruição, segundo o juiz William Alsup, enquadra-se naquilo que se pode denominar uso legítimo.
Mas há aqui uma contradição insanável que culmina numa pergunta inevitável: O que querem para o futuro da humanidade estas empresas de inteligência artificial de recursos ilimitados? Destruir livros, de propósito ou acidentalmente, nunca foi sinónimo de civilização e os EUA há muito que demonstram que a civilização não irá passar por ali, aliás ainda recentemente deixaram destruir a Biblioteca de Bagdad (na invasão de 2003) e está a decorrer a destruição de inúmeras bibliotecas no Irão, no bombardeamento de alvos civis — que só parece indiscriminado. São crimes de guerra debatidos nos programas nocturnos da Fox como entretenimento de horário nobre.
Em 1984 — de George Orwell —, havia o Ministério da Verdade, onde Winston Smith trabalhava, reescrevendo documentos, jornais, revistas, livros e registos históricos para os alinhar com a versão do partido, porque quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado. Está a acontecer neste momento, textos atirados para os memory holes, pessoas e lugares apagados da história, como se nunca tivessem existido, unpersons.
É um processo rápido: a guerra do Irão não existe. Não passou pelo Congresso norte-americano e isso, em vez de ser a demonstração cabal de uma guerra ilegal, tornou-se a prova irrefutável de que a guerra não existe.
O livro provou o seu valor como unidade de conhecimento ao longo de séculos e milénios, a internet, os novos bárbaros julgam que é para sempre, mas não é. O conhecimento já perdido é gigantesco e nada garante que um cataclismo mantenha os servidores a funcionar. Perante o presente, as bibliotecas são cada vez mais necessárias e preciosas — e sim, a tecnologia pode ajudar não a destruí-las, mas a preservá-las.