Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “2013

Saudades

Publicado em 03/07/2025

— É muito estranho ver-te.
— Mais estranho é não me veres, ou não será?
— Não. O normal é não te ver.
— Estás um bocado diferente. Que te aconteceu?
— Para estar diferente? Diz-me em que estou diferente e eu digo-te a razão. Estou mais alto, mais baixo, mais gordo, mais largo?
— Não, é uma coisa subtil.
— Uma coisa subtil? Queres que te diga a verdade? Tive saudades tuas.

—Philip Roth, Engano, D. Quixote, 2013 (1990)

TV em Março

Publicado em 31/03/2025

The Mandalorian (terceira temporada, 2023)

Já se sabe que há uns tempos que de certa forma abomino estas produções americanas, mas ao Star Wars, de uma forma ou de outra, acabo sempre por lá voltar. Criado por Jon Favreau.
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I, Claudius (1976)

Vi isto há décadas e décadas, foi com algum receio que revi. É muito diferente das séries actuais, muito teatral, de um tempo em que a BBC produzia das melhores séries que existiam. Baseado nos livros de Robert Graves e escrito para a televisão por Jack Pulman. Gostei. Realizado por Herbert Wise.
☆ ☆ ☆ ☆

Adolescence (2025)

É uma boa série, mas percebe-se as razões porque o pasquim The Guardian terá gostado particularmente: Parece que a origem do mal, está em Andrew Tate e naquilo que vai dizendo online, a culpa de todo o mal é da “masculinidade tóxica”. Fosse o Mundo assim tão simples, porque a Netflix não se ficaria por aqui… A história pelos vistos tem um fundo real, baseada no facto de um negro do Uganda chamado Hassan Sentamu ter esfaqueado até à morte a namorada por uma futilidade. Na série o miúdo é o inglês mais típico possível, no seio de uma família inglesa branca e trabalhadora. Pelo menos, na vida real o criminoso foi sentenciado a prisão perpétua da qual terá de cumprir obrigatoriamente um mínimo de 23 anos. Criado por por Stephen Graham e Jack Thornee.
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Cinema em Fevereiro

Publicado em 28/02/2025

Ogin-sama (1962) (12)

Em português “A Senhora Ogin”. Realizado por Kinuyo Tanaka.
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Jochûkko (1955) (13)

Que lindo este filme. Em português “O Menino da Ama”. Realizado por Tomotaka Tasaka.
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Onna bakari no yoru (1961) (14)

Em português “Mulheres de Ginza”. Realizado por Kozaburo Yoshimura.
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Das Lehrerzimmer (2023) (15)

Há imensos filmes passados nas escolas, com os alunos e professores, ultimamente tenho notado um padrão: costumo gostar, são filmes que me agradam. Em português “A Sala de Professores”. Realizado por Ilker Çatak.
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Huo zhe (1994) (16)

Bom filme e bom retrato do que é o comunismo, como diz Xu Fugui — “…é bom ser pobre. Não há nada melhor”. Em português “Viver”. Realizado por Zhang Yimou.
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Razredni Sovraznik (2013) (17)

Em português “O Inimigo da Turma”. Realizado por Rok Bicek.
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The African Queen (1951) (18)

Em português “A Rainha Africana”. Realizado por John Huston.
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Monos (2019) (19)

Realizado por Alejandro Landes.
☆ ☆ ½

Tou Ze (2011) (20)

Em inglês “A Simple Life”. Realizado por Ann Hui.
☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Novembro

Publicado em 29/11/2024

Coherence (2013) (106)

Em português “Coerência”. Realizado por James Ward Byrkit.
☆ ☆ ☆ ½

Revoir Paris (2022) (107)

Em português “Memórias de Paris”. Realizado por Alice Winocour.
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Magyarázat Mindenre (2023) (108)

Em português “Explicação Para Tudo”. Realizado por Gábor Reisz.
☆ ☆ ☆ ½

Elfogy a Levego (2023) (109)

O Filmin é uma plataforma que apesar de barata e apresentar filmes interessantes, já está por um fio. Este filme é classificado como “drama” e “thriller”* (é surreal), e o ano é apresentado como 2024 e no site IMDB diz 2023. Mas fabulosa é a sinopse que… huh… revela que o filme “(…) vai revelar a vergonha da ascensão da extrema-direita na Hungria”. Que é isso da ascensão da extrema-direita na Hungria? Será o governo eleito democraticamente que não é dado, nem achado, durante toda a trama? Há um pai hostil à recomendação de um filme por parte de uma professora, que na própria sinopse dos militantes do Filmin diz que é um pai conservador. É isso a perigosa extrema-direita? Andam sempre em luta estes bocôcos. O filme é, quando muito, sobre o politicamente correcto, aliás um tema muito querido à esquerda, sempre vítimas, de tudo e de todos, coitadinhos. Mas de política tem pouco, é um retrato de uma sociedade sempre em mudança, nem sempre para melhor, que encontra forças de resistência, como sempre aconteceu ao longo da história. É sobre regras; é sobre o estar preparado se é para as quebrar; preparado para a censura dos pares, mas também para a sua deslealdade; é estar preparado para ficar sozinho, porque não se pode contar com quase ninguém. É sobre ter de haver um desastre para se perceber quem realmente nos rodeia. Como se não bastasse, o assunto sai realmente do controlo, não quando a professora resolve lutar por aquilo que julga ser o correcto, mas sim, quando a imprensa intervém (é uma surpresa “extra-ordinária”). Para a esquerda da opinião única deve ser espantoso que existam outras opiniões sobre o que é correcto. É sobre tudo isto, não sobre a ascensão da extrema-direita húngara. Questiono-me porque é que a mediocridade se infiltra em tudo neste país… Não se sai da cepa torta.
* Um thriller é um género de filme caracterizado pela criação de suspense, tensão e excitação intensos. O objetivo principal é manter o espectador numa constante sensação de apreensão e antecipação, muitas vezes através de uma narrativa que envolve mistérios, reviravoltas inesperadas, perseguições e momentos de alto risco.
Normalmente, os thrillers apresentam protagonistas que se encontram em situações perigosas, frequentemente enfrentando vilões ou forças antagonistas que ameaçam a sua segurança física ou psicológica. Estes filmes exploram temas de crime, mistério, espionagem, e até psicológicos, e podem incluir elementos de outros géneros como o drama ou o horror. (Ou seja, há zero que possa classificar este filme como um thriller.)
Em português “A Professora de Literatura”. Realizado por Katalin Moldovai.
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Le Ravissement (2023) (110)

Em português “O Arrebatamento”. Realizado por Iris Kaltenbäck.
☆ ☆ ☆ ½

Eat Pray Love (2010) (111)

Em português “Comer Orar Amar”. Realizado por Ryan Murphy.
☆ ☆ ½

Kûki Ningyô (2009) (112)

Em português “Boneca Insuflável”. Realizado por Hirokazu Kore-eda.
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Cerrar los Ojos (2023) (113)

Em português “Fechar os Olhos”. Realizado por Víctor Erice.
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