Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Jamais

Publicado em 20/10/2023

Ainda assim, reflectia naquelas ocasiões secretas em que tinha de admitir para si próprio que havia algo de errado com a sua paixão, o amor sem posse jamais poderia, decerto, na natureza das coisas, ser o artigo genuíno. No seu diário registou adequadamente aquelas duas quadras de John Donne:

Assim as almas dos amantes devem
Descer às afeições e às faculdades
Que os sentidos atingem e percebem,
Senão um Príncipe jaz aprisionado


Aos corpos, finalmente, retornemos,
Descortinando o amor a toda a gente;
Os mistérios do amor, a alma os sente,
Porém o corpo é as páginas que lemos.


—Aldous Huxley, Contos Reunidos, Hubbert e Minnie, Antígona 2014 (1957)

Oh

Publicado em 13/10/2023

A coisa mais sábia, talvez, é tomar como certa a «fatigante condição da humanidade, nascida sob uma lei, a outra sujeita», e deixar por aí a questão, sem realizar qualquer tentativa de reconciliar o inconciliável. Oh, a absurda dificuldade de tudo isto!

—Aldous Huxley, Contos Reunidos, A Livraria, Antígona 2014 (1957)

Afinal

Publicado em 18/09/2023

— Devia encará-lo mais calmamente. Eu faço questão de nunca me deixar afectar por factores externos. Restrinjo-me à minha escrita e ao meu pensamento. A verdade é bela, a beleza é verdade e por aí afora; afinal de contas, essas são as únicas coisas de valor sólido.

—Aldous Huxley, Contos Reunidos, Felizes para Sempre, Antígona 2014 (1957)