Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “michael pollan

TV em Abril

Publicado em 30/04/2023

Drive to Survive (quinta temporada, 2023)


Continua a dar para ver ao jantar a acompanhar o interesse do filho.
☆ ☆ ☆ ½

Autodefesa (primeira temporada, 2023)


A única coisa boa é cada episódio ser de cerca de 15 minutos, de resto para ver umas pseudo-feministas peludas debaixo dos braços, degredo e miséria humana em Barcelona, mais vale não ver nada. Nem se percebe como a aposta do Filmin na produção é nisto e aposto que é com dinheiro dos contribuintes europeus que continuam a pagar toda a casta de arte muito edificante. Criado por Belén Barenys, Miguel Ángel Blanca e Berta Prieto.
☆ ½

The Capture (primeira temporada, 2019)


Criado por Ben Chanan.
☆ ☆ ☆ ☆

The Capture (segunda temporada, 2022)


Gostei, mas tinha potencial para gostar mais, parece-me que acaba vítima de um idealismo bacoco e muito pouco credível. Mas tem o mérito de chamar a atenção de algo que já existe, os deep fakes de imagem e voz, agora também criados por inteligência artificial (deep fakes já existem pelo menos desde o filme Terminator 2, que terá sido o primeiro com planos totalmente gerados por computador, incluindo os actores), talvez falte apenas o “em tempo real”. Criado por Ben Chanan.
☆ ☆ ☆ ☆

How to Change Your Mind (2022)


Baseado no livro homónimo de Michael Pollan, que também participa no documentário. O caminho das drogas psicadélicas desde a descoberta acidental do LSD na Suíça por Albert Hofmann em 1938 (que também foi o primeiro a sintetizar psilocibina e psilocina — a parte mágica dos cogumelos mágicos), passando pelo utilização tradicional, o uso recreativo, a ilegalização e queda em desgraça, a dormência durante 30 anos, até ao recente ressurgimento da investigação mais uma vez na Suíça e os resultados positivos e surpreendentes. É também a jornada pessoal de Michael Pollan que se tornou um grande apologista da investigação e descriminalização deste tipo de substâncias. Vê-se bem, mas acaba-se por não saber onde se quer chegar… Legalizar drogas naturais, drogas que possam ter um papel na cura de doenças mentais ou que existam na tradição indígena, entende-se. Mas está longe de ser claro onde estão os limites e qual é a razão porque não haverá uma repetição dos anos ’60, dos exageros e do abuso destas substâncias, com resultados muito pouco edificantes.
☆ ☆ ☆ ½

Less

Publicado em 23/06/2022

I was reminded of an experiment that several of the addiction researchers I interviewed had told me about — the so-called rat park experiment. It’s well known in the field of drug abuse research that rats in a cage given access to drugs of various kinds will quickly addict themselves, pressing little levers for the drug on offer in preference to food, often to the point of death. Much less well known, however, is the fact that if the cage is “enriched” with opportunities for play, interaction with other rats, and exposure to nature, the same rats will utterly ignore the drugs and so never become addicted. The rat park experiments lend support to the idea that the propensity to addiction might have less to do with genes or chemistry than with one’s personal history and environment.

—Michael Pollan, How to Change Your Mind, Allen Lane, 2018

Needless

Publicado em 04/06/2022

Even in the case of minerals, modern physics (forget psychedelics) gives us reason to wonder if perhaps some form of consciousness might not figure in the construction of reality. Quantum mechanics holds that matter may not be as innocent of mind as the materialist would have us believe. For example, a subatomic particle can exist simultaneously in multiple locations, is pure possibility, until it is measured — that is, perceived by a mind. Only then and not a moment sooner does it drop into reality as we know it: acquire fixed coordinates in time and space. The implication here is that the matter might not exist as such in the absence of a perceiving subject. Needless to say, this raises some tricky questions for a materialistic understanding of consciousness. The ground underfoot may be much less solid than we think.

—Michael Pollan, How to Change Your Mind, Allen Lane, 2018

Don’t Come From Nowhere

Publicado em 03/06/2022

It is all to easy to dismiss what unfolds in our minds during a psychedelic journey as simply a “drug experience,” and that is precisely what our culture encourages us to do. (…)
Yet even a moment’s reflection tells you that attributing the content of the psychedelic experience to “drugs” explains virtually nothing about it. The images and the narratives and the insights don’t come from nowhere, and they certainly don’t come from a chemical. They come from inside our minds, and at the very least have something to tell us about that. If dreams and fantasies and free associations are worth interpreting, then surely so is the more vivid and detailed material with which the psychedelic journey presents us. It opens a new door on one’s mind.

—Michael Pollan, How to Change Your Mind, Allen Lane, 2018

Meaning

Publicado em 01/06/2022

Just because the psychedelic journey takes place entirely in one’s mind doesn’t mean it isn’t real. It is an experience and, for some of us, one of the most profound a person can have. As such, it takes its place as a feature in the landscape of a life. It can serve as a reference point, a guidepost, a wellspring, and, for some, a kind of spiritual sign or shrine. For me, the experiences have become landmarks to circle around and interrogate for meaning — meanings about myself, obviously, but also about the world.

—Michael Pollan, How to Change Your Mind, Allen Lane, 2018