

Depois do salto (clicar na imagem).
Gostei imenso deste filme e consegui identificar-me completamente com Hélène (Vicky Krieps) e o seu dilema. Mas entendo que para os outros também não seja fácil e que não entendam de todo a escolha feita. Em português “Mais Que Nunca”. Realizado por Francis Emily Atef.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Em português “O Mal Não Existe”. Realizado por Ryûsuke Hamaguchi.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Lá Em Cima”. Realizado por Hong Sang-soo.
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Não sei se percebi muito bem a moral da história — que só queremos aquilo que não temos? Diz que a definição de felicidade é não desejarmos mais do que aquilo que temos, portanto, o filme deve ter acertado algures. Em português “A Natureza do Amor”. Realizado por Monia Chokri.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Um Tradutor”. Realizado por Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso.
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Excelente primeira longa metragem de mais uma realizadora a observar. Não gostei muito do final. Em português “O Amor Segundo Dalva”. Realizado por Emmanuelle Nicot.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Nunca seria um excelente filme, mas o final descamba para um manifesto anti-colonialista que de facto o torna numa obra de propaganda. Pelos vistos Madagáscar era independente há 12 anos, mas os franceses mantiveram por lá a sua presença até este momento retratado no filme (ao contrário de certas independências desastrosas, comemoradas este mês), que para quem não souber a história da ilha e segundo o que se vê, é uma presença bastante benévola e bem acolhida pela maior parte da população — independentemente de o ser ou não ser, a ilha já era independente e é o que a narrativa mostra, uma vida calma e sem grandes conflitos entre franceses e nativos — mas, como foi característico da colonização francesa, nem sempre foi assim e inúmeras atrocidades foram cometidas e a população não foi sempre exactamente bem tratada. Aqui, a única perturbação anti-francesa que se vê, são 20 prostitutas a atacar a base, porque os soldados tinham a mania de comer sem pagar. Gostei da banda sonora de Arnaud Rebotini (Youtube), que não conhecia (talvez sim, do filme Curiosa e Le Vent Tourne — ouvir esta The Red Island por exemplo com Beki Mari. Em português “A Ilha Vermelha”. Realizado por Robin Campillo.
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Só visto. Os críticos podem argumentar que Theroux deu voz e representou apenas uma franja da sociedade Israelita, mas não é verdade. Ninguém conseguiria apontar uma única frase com que Netanyahu, Ben Gvir e outros sociopatas que levam a cabo o extermínio na Palestina, não concordassem. Há um Rabi que inclui o Líbano nas posses de Israel (tal como prometido por Deus) e toda a gente sabe que partes da Síria e do Egipto, também estão incluídas. Gente verdadeiramente tenebrosa — mas, de notar também que muitos dos seus mais vocais opositores são judeus.
Actualização: Os palestinianos que participaram no documentário estão agora a ser espancados pelos settlers e pelo “exército mais moral do Mundo”, mais uma abominação a juntar a tantas outras.
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Mais uma primeira obra meritória de uma realizadora que não conhecia. Realizado por Héloïse Pelloquet.
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— That seems sociopathic.
— No, not at all. This is normal.
Louis Theroux: The Settlers (2025).
Uma nota para dizer que esta psicopata, certamente pessoalmente responsável por milhares de mortos, foi nomeada por Israel para o Prémio Nobel da Paz. Como diria Norman Finkelstein, Daniella Weiss “is the perfect mirror of Israeli society” (no original, entrevistado por Piers Morgan, referia-se a Netanyahu).
Este ano, nem dei por este dia e se é para gastar dinheiro, ao menos que seja com a consciência que é mais uma farsa comercial vinda dos Estados Unidos. O RSD inspirou-se no Free Comic Book Day criado em 2002, um dia em que de facto as livrarias dão comics e preparam uma série de eventos para tentar criar mais leitores. Em 2007, o Record Store Day terá começado cheio das boas intenções de um grupo de lojas de discos, mas rapidamente degenerou na farsa que é hoje.
Em vez de discos grátis, ou pelo menos mais baratos, temos discos caríssimos — que afastariam qualquer pessoa que se quisesse iniciar na audição de vinil. É mais do mesmo, com discos vulgares, em edição limitada, criando escassez falsa tão ao gosto dos especuladores. Mais que uma festa da música é uma festa da cor, com vinis com cores para todos os gostos — o que a esmagadora maioria das vezes é o único factor diferenciador de uma edição. Em vez de editoras independentes, temos as grandes editoras a enxamear as prateleiras. Vários dos “exclusivos”, passado menos de um ano já estão disponíveis em “edição normal” (lembro-me de um, Room 29 de Chilly Gonzales e Jarvis Cocker, em boa verdade, em edição melhor).
Este ano, posteriormente, comprei cinco discos e não tenho que dizer das edições, mas excepto o Jazz Dispensary, todos poderiam sair em qualquer altura. Mas até a Blue Note faz um disco colorido:
O que dirá o Oráculo (ChatGPT)?
Many people in the music community share that exact critique of Record Store Day. Unlike Free Comic Book Day, which aims to attract new readers by giving away content, RSD often feels like it’s aimed at collectors already in the know, with:
Overpriced “limited” releases
Artificial scarcity (pressing 500 copies worldwide)
Flippers reselling at insane markups
Major labels crowding out indie labels
So yes, instead of nurturing a new audience, it frequently exploits existing collectors — and many independent stores have grown critical or even stopped participating.
Pois, eu também acho.