Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “tv 2021

TV em Junho

Publicado em 30/06/2021

Frasier (quarta temporada, 1996)

Criado por David Angell, Peter Casey e David Lee.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Mare of Easttown (primeira temporada, 2021)

Estas séries são formulaicas, mas inegavelmente bem feitas. O mal é que já vi muitas e rapidamente me apercebo do que se passa, mas desta vez não. Foi óbvio passar-se algo muito para além do que se estava a ver, a partir do momento em que tudo se resolve nos primeiros minutos (de 116) do último episódio. Havia ainda mais de uma hora para nos revelar toda a verdade, que francamente, sendo possível, seria na realidade pouco provável. Tal como a janela temporal do desaparecimento de um revolver e posterior reaparecimento, fundamental para resolver o caso… é possível, mas mesmo muito pouco provável. Criado por Brad Ingelsby.
☆ ☆ ☆ ☆

Frasier (quinta temporada, 1997)

Criado por David Angell, Peter Casey e David Lee.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Frasier (sexta temporada, 1998)

Piorou bastante. A relação de Frasier com as mulheres passou de difícil a patética e até contra o carácter (algo que encaro mal), alguma rábulas são revisteiras e de comédia tão fácil que para mim nem comédia é. O próprio Niles, uma referência do snobismo, tem episódios em que é uma sombra — há um (do dia dos namorados, o mais fraco da temporada) que podia ter sido feito pelo Harold Lloyd. Continuo a gostar de ver quem telefona, Gillian Anderson, Ron Howard… Criado por David Angell, Peter Casey e David Lee.
☆ ☆ ☆ ½

TV em Janeiro

Publicado em 31/01/2021

The Night Manager (2016)

John le Carré, que faz uma breve aparição no quarto episódio, queria que Stanley Kubrick adaptasse o seu livro homónimo para o cinema. De uma carta de Kubrick para Carré em 1992 (Twitter):

Unhappily, the problem is still pretty much as I fumbled and bumbled it out to you on the phone yesterday. Essentially: how do you tell a story it took the author 165,000 (my guess) good and necessary words to tell, with 12,000 words (about the number of words you get to say in a two hour movie, based on 150wpm speaking rate, less 30% silence and action) without flattening everybody into gingerbread men?

Esta série criada por David Farr, faz justiça ao livro em cerca de seis horas.
☆ ☆ ☆ ☆

The Good Lord Bird (2020)

Talvez influenciado pelo livro “Defesa de John Brown” de Henry David Thoreau, resolvi ver esta série à espera de algo vagamente histórico. Mas não, é tudo uma farsa em tom de farsa. Criado por Ethan Hawke.
☆ ☆

Barry (primeira temporada, 2018)

Criado por Alec Berg e Bill Hader.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Barry (segunda temporada, 2019)

Passada a surpresa inicial, é uma sucessão de episódios cada vez mais idiotas. Criado por Alec Berg e Bill Hader.
☆ ☆ ☆ ½

Russian Doll (primeira temporada, 2019)

Uma mulher morre e regressa ao ponto de partida (onde já terei visto isso?) — uma casa de banho sobre a qual a dona da casa pergunta se é “suficientemente vaginal” e seja lá o que isso for, é uma amostra das aprofundadas conversas a que se assiste no meio artsy fartsy feminista onde decorre a coisa. Não morre apenas uma vez e regressa, a série é toda assim, infelizmente a criatura faz parte daquele mundo que realmente podia morrer e regressar 1.600.000 vezes que não aprenderia nada. E eu também não aprendi. Criado por Leslye Headland, Natasha Lyonne e Amy Poehler.

True Detective (terceira temporada, 2019)

Dizia Einstein que o passado, presente e futuro não passam de uma ilusão persistente. Esta série faz uso desse conceito de forma brilhante, avançando e recuando décadas sem nunca perder o ritmo. Criado por Nic Pizzolatto.
☆ ☆ ☆ ☆