Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “2016

Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2026

Urchin (2025) (46)

Frank Dillane (Mike) faz um papel incrível, mas senti que o filme podia ser muito melhor. Em português “Urchin – Pelas Ruas de Londres”. Realizado por Harris Dickinson.
☆ ☆ ☆ ½

If I Had Legs I’d Kick You (2025) (47)

Em português “Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé”. Realizado por Mary Bronstein.
☆ ☆ ☆ ½

Il Sorpasso (1962) (48)

Para mim, um dos protagonistas deste filme é a buzina do Lancia, só me ri. Em português “A Ultrapassagem”. Realizado por Dino Risi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Nowhere to Go (1958) (49)

Já tinha visto, esqueci-me de registar pelos vistos. Realizado por Seth Holt e Basil Dearden.
☆ ☆ ☆ ½

Train Dreams (2025) (50)

Em português “Sonhos e Comboios”. Realizado por Clint Bentley.
☆ ☆ ½

Die My Love (2025) (51)

Bastante perturbador com Grace (Jennifer Lawrence) sempre no fio da navalha e nós sempre à espera que algo mesmo mau aconteça. E não acontece nada de bom. Nos créditos finais, Love Will Tear Us Apart dos Joy Division, numa versão nua, cantada pela realizadora — uma surpresa. Em português “Mata-te, Amor”. Realizado por Lynne Ramsay.
☆ ☆ ☆ ☆

Red Sparrow (2018) (52)

Continuo a gostar de um filme de espionagem, apesar da propaganda — o mau da fita é um indivíduo que se parece com Putin e o título (ainda mais em português), remete para uma Rússia comunista que já não existia há muito tempo no ano em que o filme se passa. Mas na América, a “opinião pública” é um trabalho de muitos anos. Em português “A Agente Vermelha”. Realizado por Francis Lawrence.
☆ ☆ ☆ ☆

Burning Man (2011) (53)

Mesmo antes de sabermos o que se passa, as emoções andam descontroladas, mais tarde entra um pouco no dramalhão, mas mesmo assim gostei. Realizado por Jonathan Teplitzky.
☆ ☆ ☆ ☆

Love Streams (1984) (54)

Realizado por John Cassavetes.
☆ ☆ ☆ ½

The Assessment (2024) (55)

Realizado por Fleur Fortune.
☆ ☆ ☆ ☆

Saint Amour (2016) (56)

Em português (nem tanto) “Saint Amour”. Realizado por Benoît Delépine e Gustave Kervern.
☆ ☆ ☆

Eyes Wide Shut (1999) (57)

Em português (nem tanto) “Eyes Wide Shut”. Realizado por Stanley Kubrick.
☆ ☆ ☆ ☆

Perdidos en la Noche (2023) (58)

Realizado por Amat Escalante.
☆ ☆ ☆ ☆

Mal Viver (2023) (59)

Os anos passam e som continua a ser patético nos filmes portugueses, mas gostei muito da fotografia que estava uns furos acima de tudo o resto. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½

Viver Mal (2023) (60)

Gostei mais deste, mas mesmo assim não chegou ao almejado quatro. O hotel, na Curia, é uma das estrelas. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½

Armand (2024) (61)

Renate Reinsve (A Pior Pessoa do Mundo) é metade do filme, ou mais. Realizado por Halfdan Ullmann Tøndel (que é neto de Liv Ullmann e Ingmar Bergmann).
☆ ☆ ☆ ½

TV em Julho

Publicado em 29/07/2026

Shameless USA (sexta temporada, 2016)

Esta série surpreende-me por manter um alto nível (ou o seu baixo nível) durante tantas temporadas e tem uma coisa que eu adoro, que é a perfeita harmonia entre imagem e música. São só alguns segundos por episódio, mas às vezes é mágico. Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.
☆ ☆ ☆ ☆

Shameless USA (sétima temporada, 2016)

Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.
☆ ☆ ☆ ½

Only Murders In the Building (segunda temporada, 2022)

Realmente não suporto propaganda de causas disfarçadas de argumento… No oitavo episódio, há um blackout e um clima entre vizinhos homossexuais que contribui zero para todo o enredo. Em português “Homicídios ao Domicílio”. Criado por John Hoffman e Steve Martin.
☆ ☆

Shameless USA (oitava temporada, 2017)

Caiu mais do que parece, porque ainda há personagens que salvam a série. Ian Gallagher é um personagem sem qualquer interesse desde sempre, se não existisse e retirassem 10 minutos a cada episódio, nada se perderia e muito teria sido ganho. Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.
☆ ☆ ☆

Shameless USA (nona temporada, 2018)

Parece ter optado pelo ridículo e patetice, o Gay Jesus, a vingança sobre Ford orquestrada por Debbie (outra Gallagher insuportável), o exagero da queda de Fiona mais o seu overacting cansativo… Ao fim de nove temporadas, ninguém precisa de confirmar que não há nenhum que se aproveite. Frank continua a ser meia série, ao menos isso. Deixaram de vender vagabundagem para vender wokismo e “simbolismo”. Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.
☆ ☆ ½

Shameless USA (décima temporada, 2019)

Agora em queda livre, já nem o Frank e o seu amigo vagabundo salvam a série, afinal não falhei por muito, as séries que sobrevivem mais de cinco temporadas são praticamente inexistentes, esta foi até à sexta, é meritório. Tem um coisa boa, a Fiona foi-se de vez, por questões de disputa salarial. Fiona (Emmy Rossum, na vida real), por mostrar o rabo regularmente, julgava que devia ter um salário igual ao de Frank (William H. Macy, que é meia série e também mostra o rabo), parece que se deixou levar pela propaganda feminista promovida mais abertamente a partir da oitava temporada. Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.
☆ ☆

Shameless USA (décima primeira temporada, 2020)

Foi penoso terminar de ver isto… De drama “neorealista” passou a comédia burlesca de péssimo gosto, um catálogo de fantasmas norte-americanos que pouco ou nada interessam ao resto do mundo, com tanta situação grotescas à medida do mínimo denominador comum da inteligência lá do sítio que acaba mesmo por desafiar a compreensão (se calhar é psicologia inversa). Frank rouba o quadro Nighthawks de Edward Hopper — o original — eu avisei —, grotesco. E acaba (a única coisa boa) com ele a ser cremado, explodindo a câmara crematória — tanto álcool e químicos tinha no corpo, entendem? Muito bom! Spoilers? Se evitar que uma única pessoa não perca tempo, já valeu a pena. Em português “No Limite”. Criado por Paul Abbott e John Wells.

TV em Março

Publicado em 31/03/2026

Bookish (primeira temporada, 2025)

O Filmin diz que esta xaropada inexplicável é considerada o novo “Sherlock”, a chave deve estar nas aspas. Temos seguramente o Arthur Conan Doyle a dar voltas no caixão. Começou mal o ano televisivo. Criado por Mark Gatiss.

Other People’s Money (2025)

Em português “O Dinheiro dos Outros”. Criado por Jan Schomburg.
☆ ☆ ☆ ☆

Pluribus (primeira temporada, 2025)

Criado por Vince Gilligan.
☆ ☆ ☆ ☆

Grantchester (primeira temporada, 2014)

É uma série boa para ver ao jantar. Criado por Daisy Coulam.
☆ ☆ ☆ ½

Grantchester (segunda temporada, 2016)

Criado por Daisy Coulam.
☆ ☆ ☆

Grantchester (terceira temporada, 2016)

Criado por Daisy Coulam.
☆ ☆ ☆

Grantchester (quarta temporada, 2019)

Criado por Daisy Coulam.
☆ ☆ ½

Cinema em Dezembro

Publicado em 31/12/2025

The Thinking Game (2024) (107)

Magnífico documentário essencialmente sobre Demis Hassabis, fundador da empresa Deepmind e a chamada inteligência artificial (neste assunto, já está desactualizado, mas todo o documentário é fascinante). Hassabis é um neurocientista que ganhou o prémio Nobel da Química (junto com John M. Jumper) por ter resolvido a dobra de proteínas com o sistema de IA que criaram, já para não falar em ter disponibilizado gratuitamente a estrutura de 200 milhões de proteínas a todos os investigadores no Mundo — para colocar em perspectiva, um cientista no doutoramento, dedicado ao assunto, talvez consiga chegar ao fim resolvendo uma proteína. Realizado por Greg Kohs.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Her (2013) (108)

Um 4 um bocadinho a custo, mas vê-se bem. Em português “Uma História de Amor”. Realizado por Spike Jonze.
☆ ☆ ☆ ☆

La Fille Inconnue (2016) (109)

Em português “A Rapariga Desconhecida”. Realizado por Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne.
☆ ☆ ☆ ½

Five Graves to Cairo (1943) (110)

Em português “Cinco Covas no Egipto”. Realizado por Billy Wilder.
☆ ☆ ☆ ½

Inferno (1953) (111)

Realizado por Roy Ward Baker.
☆ ☆ ☆ ½

The Godfather (1972) (112)

Em português “O Padrinho”. Realizado por Francis Ford Coppola.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

The Godfather Part II (1974) (113)

Em português “O Padrinho: Parte II”. Realizado por Francis Ford Coppola.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Godfather Part III (Coda Cut) (1990) (114)

Em português “O Padrinho: Parte III”. Realizado por Francis Ford Coppola.
☆ ☆ ☆ ☆

Once Upon a Time in Hollywood (2019) (115)

Este Tarantino, já não me engana há muito tempo, é um tratante com dois filmes — Pulp Fiction e principalmente Jackie Brown. O filme, é mais um com muito pouco interesse, mas sempre com uma série de actores interessantes. Em português “Era Uma Vez em… Hollywood”. Realizado por Quentin Tarantino.
☆ ☆ ☆

TV em Dezembro

Publicado em 31/12/2025

Easy (primeira temporada, 2016)

Criado por Joe Swanberg.
☆ ☆

The Bear (quarta temporada, 2025)

Custou-me a entrar nesta temporada, não gosto de ver séries sem estarem completas, demoro a lembrar-me dos personagens (e tem imensos) e onde fiquei. Quando uma série é “épica” até costumo rever as temporadas anteriores, mas conforme a idade vai avançando isso começa a ser um preço demasiado alto. Esta temporada parece ainda mais uma montagem de uma sequência de cenas diversas, ora aqui, ora ali, dando ideia que anda por todo o lado, muitas vezes sem se perceber muito bem porquê. Também exagera na permanente auto-redenção, parece que andam todos em busca de ser salvos (será que já ouviram falar de Jesus Cristo?). Mas onde de facto se excede é que há uma enormidade de cenas perfeitas, em tudo, do diálogo, à iluminação. A música também é perfeita. Mas os actores, são um achado inacreditável. São do outro mundo. Criado por Christopher Storer.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Dept. Q (primeira temporada, 2025)

Já há muito tempo que não via uma série de jeito da Netflix. Criado por Scott Frank e Chandni Lakhani.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Offer (2022)

Série magníficamente ficcionada sobre o nascimento, produção e filmagem do filme The Godfather de Francis Ford Coppola. Criado por Leslie Greif e Michael Tolkin.
☆ ☆ ☆ ☆ ½