Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “cinema 2025

Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2025

Banel & Adama (2023) (61)

Em português “Banel & Adama”. Realizado por Ramata-Toulaye Sy.
☆ ☆

Eureka (2023) (62)

Em português “Banel & Adama”. Realizado por Lisandro Alonso.
☆ ☆

L’atelier (2017) (63)

Em português “O Workshop” (a palavra “oficina” deixou de existir, pelos vistos). Realizado por Laurent Cantet.
☆ ☆ ☆ ½

Fa Yeung Nin Wah (2000) (64)

Já tinha visto este filme em 2016 e é novamente a prova que mais vale rever um filme bom do que estrear um filme mau ou assim-assim. E que magnífico que tudo é aqui… a fotografia é sumptuosa, a música acompanha na perfeição e os vestidos da senhora Chan, só vistos. Uma história de amor platónico como há poucas. Um filme lindo. Em português “Disponível Para Amar”. Realizado por Wong Kar-Wai.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Fa Yeung Nin Wah (2000) (65)

Filme de guerra incrível, super violento, muito realista. Passa-se em Shangai no ano de 1937 e realmente no Ocidente sabemos muito pouco da história dos outros (e da nossa, sabe Deus). A segunda guerra mundial, para a Europa foi de 1939 a 1945, mas na Ásia as hostilidades entre a China e o Japão começaram em 1931 e duraram até 1945, deixando meio milhão de mortos do lado japonês e uns 20 milhões do lado chinês (maioritariamente civis). Em inglês “The Eight Hundred”. Realizado por Guan Hu.
☆ ☆ ☆ ☆

Dohee-ya (2014) (66)

Vi este filme pela primeira vez há 10 anos e gostei igualmente. Em inglês “A Girl at My Door”. Realizado por July Jung.
☆ ☆ ☆ ☆

Nun-gil (2015) (67)

Um filme sobre as coreanas utilizadas como “mulheres de conforto” pelos soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Admirou-me, neste filme, serem basicamente crianças. Em inglês “Snowy Road”. Realizado por Lee Na-jeong.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Junho

Publicado em 30/06/2025

The Dead Don’t Hurt (2023) (51)

Em português “The Dead Don’t Hurt – Até ao Fim do Mundo”. Realizado por Viggo Mortensen.
☆ ☆ ☆

An Affair to Remember (1957) (52)

Em português “O Grande Amor da Minha Vida”. Realizado por Leo McCarey.
☆ ☆ ☆ ☆

Separate Tables (1958) (53)

Filme maravilhoso, já concluí há muito tempo que de facto já não se faz cinema como antigamente, a começar na escrita e a acabar nos actores. Agora chego a um ponto em que acho que ainda tenho muito para descobrir e podia fazê-lo até ao fim da vida, sem voltar a ver um único filme contemporâneo. As actrizes, principalmente, têm um nível que de facto pode ser considerado de estrela, não é como a miséria que hoje passa por celebridade. Estou a generalizar, mas entende-se. Numa nota diferente, uma outra coisa que se pode reparar é que estes filmes passavam todos nas nossas salas de cinema, que fervilhavam de vida, num tempo que nos querem fazer crer que era de obscurantismo. Fica-se sem perceber o que chamar ao tempo que vivemos hoje. Em português “Vidas Separadas”. Realizado por Delbert Mann.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Going My Way (1944) (54)

Em português “O Bom Pastor”. Realizado por Leo McCarey.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Bells of St. Mary’s (1945) (55)

Em português “Os Sinos de Santa Maria”. Realizado por Leo McCarey.
☆ ☆ ☆ ☆

I Want to Live (1958) (56)

Em português “Quero Viver!”. Realizado por Robert Wise.
☆ ☆ ☆ ½

Heaven Knows, Mr. Allison (1957) (57)

Em português “O Espírito e a Carne”. Realizado por John Huston.
☆ ☆ ☆

Un Adultère (2018) (58)

Realizado por Philippe Harel.
☆ ☆ ☆ ½

La Belle Personne (2008) (59)

Em português “A Bela Junie”. Realizado por Christophe Honoré.
☆ ☆ ☆

In the Bedroom (2001) (60)

Em português “Vidas Privadas”. Realizado por Todd Field.
☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Maio

Publicado em 31/05/2025

The Lunatic Farmer (2025) (40)

Um documentário sobre Joel Salatin, um agricultor que já sigo desde 2008. Realizado por Alec Engerbretson.
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Roter Himmel (2025) (41)

Gostei bastante deste filme e quase que lhe dava mais um bocadinho, mas não gosto quando demasiadas tragédias interferem com a história e de facto, para o fim, sucedem-se as más notícias. É capaz de ser o melhor filme que vi de Petzold, mas não o suficiente para mais meia estrela. Em português “Céu Em Chamas”. Realizado por Christian Petzold.
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Quand On a 17 ans (2016) (42)

Em português “Quando Se Tem 17 Anos”. Realizado por André Téchiné.
☆ ☆

L’adieu à la nuit (2019) (43)

Começo a desconfiar ligeiramente que não gosto dos filmes de André Téchiné… E a Catherine Deneuve, sem qualquer expressão depois de incontáveis plásticas. Ironicamente, o filme acaba com aquela cara, a tentar uma expressão qualquer que não se percebe qual é. Em português “Adeus à Noite”. Realizado por André Téchiné.
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The Snows of Kilimanjaro (1952) (44)

Não sabia que era baseado em algo de Hemingway, mais o seu mundo de caça, touradas, guerra e violência macho que detesto. Em português “As Neves do Kilimanjaro”. Realizado por Henry King e Roy Ward Baker.
☆ ☆

A Place in the Sun (1951) (45)

Nunca gostei do Montgomery Clift. Realizado por George Stevens.
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Doctor Zhivago (1965) (46)

Em português “Doutor Jivago”. Realizado por David Lean.
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Bai ta zhi guang (2023) (47)

Em português “A Torre Sem Sombra”. Realizado por Zhang Lu.
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La Chimera (2023) (48)

Em português “A Quimera”. Realizado por Alice Rohrwacher.
☆ ☆ ☆ ½

The Quiet Man (1952) (49)

Em português “O Homem Tranquilo”. Realizado por John Ford.
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Vacation From Marriage (1945) (50)

Em português “Férias de Casamento”. Realizado por Alexander Korda.
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Cinema em Abril

Publicado em 30/04/2025

Plus Que Jamais (2022) (31)

Gostei imenso deste filme e consegui identificar-me completamente com Hélène (Vicky Krieps) e o seu dilema. Mas entendo que para os outros também não seja fácil e que não entendam de todo a escolha feita. Em português “Mais Que Nunca”. Realizado por Francis Emily Atef.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Aku Wa Sonzai Shinai (2023) (32)

Em português “O Mal Não Existe”. Realizado por Ryûsuke Hamaguchi.
☆ ☆ ☆ ½

Tab (2022) (33)

Em português “Lá Em Cima”. Realizado por Hong Sang-soo.
☆ ☆ ☆

Simple Comme Sylvain (2023) (34)

Não sei se percebi muito bem a moral da história — que só queremos aquilo que não temos? Diz que a definição de felicidade é não desejarmos mais do que aquilo que temos, portanto, o filme deve ter acertado algures. Em português “A Natureza do Amor”. Realizado por Monia Chokri.
☆ ☆ ☆ ½

Un Traductor (2018) (35)

Em português “Um Tradutor”. Realizado por Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso.
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Dalva (2022) (36)

Excelente primeira longa metragem de mais uma realizadora a observar. Não gostei muito do final. Em português “O Amor Segundo Dalva”. Realizado por Emmanuelle Nicot.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

L’Ile Rouge (2023) (37)

Nunca seria um excelente filme, mas o final descamba para um manifesto anti-colonialista que de facto o torna numa obra de propaganda. Pelos vistos Madagáscar era independente há 12 anos, mas os franceses mantiveram por lá a sua presença até este momento retratado no filme (ao contrário de certas independências desastrosas, comemoradas este mês), que para quem não souber a história da ilha e segundo o que se vê, é uma presença bastante benévola e bem acolhida pela maior parte da população — independentemente de o ser ou não ser, a ilha já era independente e é o que a narrativa mostra, uma vida calma e sem grandes conflitos entre franceses e nativos — mas, como foi característico da colonização francesa, nem sempre foi assim e inúmeras atrocidades foram cometidas e a população não foi sempre exactamente bem tratada. Aqui, a única perturbação anti-francesa que se vê, são 20 prostitutas a atacar a base, porque os soldados tinham a mania de comer sem pagar. Gostei da banda sonora de Arnaud Rebotini (Youtube), que não conhecia (talvez sim, do filme Curiosa e Le Vent Tourne — ouvir esta The Red Island por exemplo com Beki Mari. Em português “A Ilha Vermelha”. Realizado por Robin Campillo.
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Louis Theroux: The Settlers (2025) (38)

Só visto. Os críticos podem argumentar que Theroux deu voz e representou apenas uma franja da sociedade Israelita, mas não é verdade. Ninguém conseguiria apontar uma única frase com que Netanyahu, Ben Gvir e outros sociopatas que levam a cabo o extermínio na Palestina, não concordassem. Há um Rabi que inclui o Líbano nas posses de Israel (tal como prometido por Deus) e toda a gente sabe que partes da Síria e do Egipto, também estão incluídas. Gente verdadeiramente tenebrosa — mas, de notar também que muitos dos seus mais vocais opositores são judeus.
Actualização: Os palestinianos que participaram no documentário estão agora a ser espancados pelos settlers e pelo “exército mais moral do Mundo”, mais uma abominação a juntar a tantas outras.
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La Passagère (2022) (39)

Mais uma primeira obra meritória de uma realizadora que não conhecia. Realizado por Héloïse Pelloquet.
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Cinema em Março

Publicado em 31/03/2025

Heist (2001) (21)

Gene Hackman foi um actor que gostei bastante mas entra na minha teoria que mesmo as grandes estrelas não têm mais do que meia-dúzia de filmes bons. The French Connection, Mississipi Burning, The Conversation… este Heist… e francamente, não me lembro de mais nenhum. Em português “O Golpe”. Realizado por David Mamet.
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Absolute Power (1997) (22)

Vi isto no cinema no século passado, que fraquinhos que são estes filmes. Em português “Poder Absoluto”. Realizado por Clint Eastwood.
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No Way Out (1987) (23)

Em português “O Golpe”. Realizado por Roger Donaldson.
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After the Wedding (2019) (24)

Em português “Um Passado em Segredo”. Realizado por Bart Freundlich.
☆ ☆ ☆ ½

Conclave (2024) (25)

Com partes interessantes e é tudo. Realizado por Edward Berger.
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Hævnen (2010) (26)

Não sabia que tinha ganho o Oscar do melhor filme estrangeiro, que é actualmente a única categoria que mantém algum interesse. E confirma-se, é um belíssimo filme. Em português “Num Mundo Melhor”. Realizado por Susanne Bier.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Adams Æbler (2005) (27)

Em português “As Maçãs de Adam”. Realizado por Anders Thomas Jensen.
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Showing Up (2022) (28)

Realizado por Kelly Reichardt.
☆ ☆ ☆ ½

Ferrari (2023) (29)

É detestante ter actores a falar inglês com entoação italiana, só por isso, este filme nunca seria bom, mas é fraco no geral. Realizado por Michael Mann.
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The Conversation (1974) (30)

Em português “O Vigilante”. Realizado por Francis Ford Coppola.
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