Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “jafar panahi

Cinema em Junho

Publicado em 30/06/2022

Les Salauds (2013) (38)

Tenho por aqui esta banda sonora dos Tindersticks e resolvi ver o filme. Realizado por Claire Denis.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Dangsin-eolgul-apeseo (2021) (39)

Em português “Perante o Teu Rosto”. Realizado por Hong Sang-soo.
☆ ☆ ☆ ½

Secrets & Lies (1996) (40)

Em português “Segredos e Mentiras”. Realizado por Mike Leigh.
☆ ☆ ☆ ☆

Offside (2006) (41)

Em português “Offside – Fora-de-Jogo”. Realizado por Jafar Panahi.
☆ ☆ ☆ ☆

Ta’m e Guilass (1997) (42)

Foi vencedor da Palma de ouro em Cannes, mas não chegou exactamente a convencer-me. Em português “O Sabor da Cereja”. Realizado por Abbas Kiarostami.
☆ ☆ ☆ ½

A Feleségem Története (2021) (43)

Em português “A História da Minha Mulher”. Realizado por Ildikó Enyedi.
☆ ☆ ☆ ☆

Teströl És Lélekröl (2017) (44)

Bem me quis parecer que Ildikó Enyedi é mais uma realizadora a ter em conta e a seguir atentamente (junto com Mia Hansen-Løve ou mais recentemente, Antoneta Alamat Kusijanovic). Este, tal como o anterior, pareceu-me um filme complexo, que partilha um tema comum que me dá ideia ser — porque é que duas pessoas se gostam? Ela é uma mulher interessante fisicamente, mas psicologicamente subdesenvolvida (frequenta aquilo que parece ser um pedopsiquiatra), obsessiva-compulsiva (e não deve ser o único distúrbio de personalidade do catálogo) e uma memória eidética; ele, velho e aleijado, embora um homem que parecve sereno, não chega a ser simpático ou afável. Descobrem que sonham o mesmo sonho e isso é suficiente para se apaixonarem? Já vi quem se apaixonasse por muito menos. Os actores são verdadeiramente magníficos e, tem imagens e pormenores de filmagem que devem andar muito perto do genial. Não fossem as cenas duríssimas do matadouro, que aqui de alguma e misteriosa forma, me parecem justificadas, ainda teria gostado mais. É um filme surpreendente. Em português “Corpo e Alma”. Realizado por Ildikó Enyedi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Memory Box (2021) (45)

A reconstituição do passado através de cadernos, recortes, fotografias e cassetes está extremamente bem feita, mas é pouco. Deve ser um filme muito significativo para quem viveu a guerra do Líbano. Em português “Caixa de Memórias”. Realizado por Joana Hadjithomas e Khalil Joreige.
☆ ☆ ☆

Dans Paris (2021) (46)

Paul, interpretado por Romain Duris é dos namorados mais desagradáveis que tenho visto no cinema… O indivíduo não tem um átomo de simpatia. Como tem uma namorada é um mistério que se repete a cada passo à nossa volta na vida real, que esteja “muito deprimido” porque a relação (que relação?) acabou, foi algo que em todo o filme não me consegui abstrair de ser merecido. Deve ter sido a primeira vez na vida que senti doses épicas de schadenfreude. Louis Garrel, é sempre o mesmo canastrão francês permanentemente com o insuportável ar de convencido, mas é também sempre de alguma forma convincente. Dir-se-ia que não há filme francês em que não faça a sua aparição, mas ainda só vai em 55, por algum motivo tenho a sensação que são centenas e centenas… Em português “Em Paris”. Realizado por Christophe Honoré.
☆ ☆ ☆ ½

Next Stop, Greenwich Village (1976) (47)

Este é um dos filmes que Joachim Trier citou como influência para realizar “A Pior Pessoa do Mundo” e nota-se. Em português, um daqueles títulos… “Paragem no Bairro Boémio”. Realizado por Paul Mazursky.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Setembro

Publicado em 30/09/2020

Dogman (2018) (48)

Realizado por Matteo Garrone.
☆ ☆ ☆ ½

The Goldfinch (2019) (49)

Realizado por John Crowley.
☆ ☆ ☆ ½

Amarcord (1973) (50)

Realizado por Federico Fellini.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Greyhound (2020) (51)

O primeiro filme que vi na Apple TV+… que fraco. Leva duas estrelas por caridade. Assim a Apple como produtora de originais não faz qualquer falta. Realizado por Aaron Schneider.
☆ ☆

Maya (2018) (52)

Não tem um filme mau a Mia Hansen-Løve.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Beoning (2018) (53)

Os coreanos também conseguem não ter um filme mau… pelo menos dos que chegam até mim. Em português “Em Chamas”. Realizado por Chang-dong Lee.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Taxi (2015) (54)

Fico sempre admirado com a qualidade do cinema iraniano e como com uma escassez de meios tão grande se fazem filmes tão bons. Basta talento, uma boa ideia e principalmente ter que dizer. Realizado por Jafar Panahi.
☆ ☆ ☆ ☆

The Social Dilemma (2020) (55)

Documentário sobre a vida sempre em linha. A amoralidade dos algoritmos que moldam agora a vida de milhões de pessoas e mais uma vez, a vigilância permanente — hoje é para vender coisas, amanhã está bom de ver para o que será. Estou ciente de praticamente tudo que aqui se diz há muito tempo. Fiquei satisfeito com o interesse dos filhos, mas tenho reparado que para a juventude, a etiqueta Netflix está para os documentário, como as embalagens McDonalds estão para as cenouras. Realizado por Jeff Orlowski.
☆ ☆ ☆ ☆

Gimme Danger (2016) (56)

Revi este documentário sobre os Stooges sem saber, porque só mesmo quase no fim me lembrei que já o tinha visto. “Muito obrigado à pessoa que me atirou esta garrafa de vidro à cabeça. Quase me mataste mas voltaste a falhar, volta a tentar para a semana.” Realizado por Jim Jarmusch.
☆ ☆ ☆ ☆

Yek khanévadéh-e mohtaram (2012) (57)

Em português “Uma Família Respeitável”. Realizado por Massoud Bakhshi.
☆ ☆ ☆ ☆

Asphalte (2015) (58)

Que filme fraco e sem qualquer piada (para comédia, é bizarro), leva duas estrelas por caridade. Em português “Histórias de Bairro”. Realizado por Samuel Benchetrit.
☆ ☆

Jagten (2012) (59)

Um filme extremamente duro. Em Português “A Caça”. Realizado por Thomas Vinterberg.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Da-reun na-ra-e-seo (2012) (60)

Elogiei o cinema coreano e não demorou a aparecer este, que não é nada de especial… Mas é com Isabelle Huppert, nunca se sabe o que sai dos filmes dela, o melhor e o pior, certamente. Em Português “Noutro País”. Realizado por Sang-soo Hong.
☆ ☆ ☆

Geu-hu (2017) (61)

Em português “O Dia Seguinte”. Realizado por Sang-soo Hong.
☆ ☆ ☆ ☆