Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “nova zelândia

TV em Março

Publicado em 30/03/2022

The Beatles: Get Back (2021)

Get Back é um documentário talvez um pouco excessivo para todos excepto apreciadores incondicionais dos Beatles, ou para alguém como eu que não sabendo praticamente nada sobre eles quer saber alguma coisa. São cerca de oito horas, não é propriamente pouco e fui vendo ao jantar ao longo de uma semana.
É importante perceber o contexto, o álbum The Beatles (referido popularmente como o álbum branco) tinha sido editado há poucas semanas e eles estavam no auge do seu sucesso, mas também a apenas um disco da separação. Disco, que é este que vemos a nascer, o Let It Be. Já há tempos que tinham desistido dos concertos e surge uma oportunidade de tocar ao vivo num programa de TV, aventando-se várias hipóteses, até um anfiteatro romano em Sabratha, na Líbia (que será feito dele, depois de mais uma libertação americana?), mas no final o programa de TV fica sem efeito e eles tocam ao vivo na cobertura do seu próprio prédio, Apple Corps., no número 3, Saville Road, em Londres.
Realizado por Peter Jackson.
☆ ☆ ☆ ☆

The Expanse (sexta temporada, 2021)

Estas séries longas pecam quase sempre por ter um crescendo de situações sempre no fio da navalha, insondáveis mistérios e problemas sem solução que afinal se resolvem todos em meia-dúzia de episódios (são mesmo apenas seis episódios) ou, pior ainda, no último episódio, com mais uns minutos que o normal. O que tem de melhor é o conceito e estar tudo muito bem feito.
Criado por Daniel Abraham, Mark Fergus e Ty Franck.
☆ ☆ ☆ ½

Escape at Dannemora (2018)

A realização é surpreendentemente de Ben Stiller. Criado por Brett Johnson e Michael Tolkin.
☆ ☆ ☆ ☆

Marianne & Leonard: Words of Love (2019)

Realizado por Nick Broomfield.
☆ ☆ ☆

Drive to Survive (quarta temporada, 2022)

☆ ☆ ☆ ½

Virgin River (terceira temporada, 2021)

Que fraco isto (achei tragável anteriormente), fico por esta temporada e já foi demais. Criado por Sue Tenney.

Cinema em Dezembro

Publicado em 31/12/2021

The End of Violence (1997) (80)

Wim Wenders… costumava gostar dele, acontece-me bastante. Em português “Crimes Invisíveis”. Realizado por Wim Wenders.
☆ ☆ ☆

The Power of the Dog (2021) (81)

Notou-se alguma expectativa relativamente a este filme, porque Jane Campion já não realizava há 12 anos, mas francamente, é uma realizadora assim tão importante? Lembro-me de ter gostado de “O Piano” que vi no cinema seguramente em 1993 e depois, nada. E este filme não é mau, a certo ponto pareceu-me ter potencial para ser bem pior, mas também não é bom. Benedict Cumberbatch fez-me lembrar um Matthew McConaughey mas fraquinho (talvez esteja a ser injusto), o casal Kirsten Dunst e Jesse Plemons, muito mediano. Há uma ambiguidade presente que talvez seja pouco ambígua para o meu gosto, a história dá uma volta e o melhor acaba por ser Kodi Smit-McPhee, o grande protagonista, a inteligência em movimento. Em português “O Poder do Cão”. Realizado por Jane Campion.
☆ ☆ ☆ ½

The Card Counter (2021) (82)

Não vai realmente a lado nenhum, mas manteve-me a atenção todo o tempo. Gostei bastante e há algo de cinematográfico nos casinos. A banda sonora também não é mesmo nada má e claro que depois descobri porquê, é de Robert Levon Been, um dos Black Rebel Motorcycle Club. Em português ridículo “The Card Counter: O Jogador”. Realizado por Paul Schrader.
☆ ☆ ☆ ☆

2046 (2004) (83)

Visualmente característico, com as suas cores fortes e estilizadas, como os outros filmes deste realizador, também a característica busca do amor que me pareceu perigosamente mais do mesmo. Realizado por Wong Kar-Wai.
☆ ☆ ☆ ½

Le Mystère Henri Pick (2019) (84)

Em português “A Biblioteca dos Livros Rejeitados”. Realizado por Rémi Bezançon.
☆ ☆ ☆ ½

Certain Women (2016) (85)

Não sou grande apreciador de filmes que não passam de curtas metragens coladas umas às outras, supostamente com um tema comum. Realizado por Kelly Reichardt.
☆ ☆ ☆

Le Brio (2017) (86)

Acabei o ano a ver um filme cujo trailer me chegou por engano, enviado por uma amiga via Whattsapp. Depois lembrei-me que alguém me tinha falado deste filme talvez até em 2017, comparando-me de forma que me terá parecido pouco elogiosa com o professor Pierre Mazard (magnífico papel de Daniel Auteuil), enfim, dali nunca vieram propriamente rasgados elogios a nada e se um dia eventualmente tal aconteceu, arrependi-me imenso de não me ter fingido morto logo no dia seguinte. Em minha defesa, não só não falo tão bem como o professor, como nunca fui tão obnóxio. Mas o filme, très bien! Em português “O Poder da Palavra”. Realizado por Yvan Attal.
☆ ☆ ☆ ☆