Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Publicado em 02/11/2024

— Acho que, como de costume, não estás a ser realista Teddy. As instituições ocidentais de ensino que se recusam a reconhecer os tabus dos nossos dias são, por definição, subversivas. Se fores dizer àqueles fanáticos de Washington que o apoio a Israel é um monstruoso crime contra a humanidade, chamam-te logo anti-semita.

—John le Carré, Amigos Até Ao Fim, D. Quixote 2004 (2003)

Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2024

La Bête (2023) (62)

Em português “A Besta”. Realizado por Bertrand Bonello.
☆ ☆ ☆

L’été Dernier (2023) (63)

Realizado por Catherine Breillat.
☆ ☆ ☆ ☆

Molly’s Game (2017) (64)

Em português “Jogo da Alta-Roda”. Realizado por Aaron Sorkin.
☆ ☆ ☆ ½

Vanskabte Land (2022) (65)

Em português “Terra de Deus”. Realizado por Hlynur Pálmason.
☆ ☆ ☆ ½

La Passion de Dodin Bouffant (2023) (66)

É um filme agradável, daqueles que embora ficcionais imprimem às personagens uma credibilidade que as faz reais, muito bem filmado e com uma fotografia excelente, tirando partido (aparentemente) de horas de filmagem e de luz ideais, mas acaba por não chegar realmente a nenhum lado. Em português “O Sabor da Vida”. Realizado por Anh Hung Tran.
☆ ☆ ☆ ½

Sunshine (2007) (67)

Em português “Missão Solar”. Realizado por Danny Boyle.
☆ ☆ ☆

Mishehu Yohav Mishehu (2007) (68)

Em português “Alguém Vai Amar Alguém”. Realizado por Hadas Ben Aroya.
☆ ☆

Furiosa: A Mad Max Saga (2024) (69)

Dentro do esperado, para o género, é bom. Em português “Furiosa: Uma Saga Mad Max”. Realizado por George Miller.
☆ ☆ ☆ ☆

La Piscine (1969) (70)

Já não há filmes assim. Em português “A Piscina”. Realizado por Jacques Deray.
☆ ☆ ☆ ☆

Zola (2020) (71)

Realizado por Janicza Bravo.
☆ ½

Temos Estes Princípios e Se não Gostarem, Temos Outros

Publicado em 20/11/2023

É demasiado complicado para poder ser simplificado, mas não há como os americanos para terem em carteira um numeroso naipe de princípios que seguem rigorosamente, se lhes convir. Ainda há semanas choravam baba e ranho pela Ucrânia e a “brutal unprovoked invasion” russa, liderando uma orquestra de papagaios a palrar em bando e a repetir mentiras cada vez mais delirantes, todos os dias, manhã, tarde e noite. Onde está a tal rules-based international order que nunca ninguém a viu? Graças a Deus que os judeus como exclusivistas do sofrimento mundial estão isentos de regras e princípios, e de qualquer forma se não gostássemos teriam outros.

TV em Fevereiro

Publicado em 26/02/2023

Drømmeren (2022)

É uma série dinamarquesa em seis episódios que conta parte da vida de Karen Blixen, a autora do famoso livro “África Minha”. Trata-se retrato de uma mulher de uma ambição desmedida e absolutamente impiedosa quando se trata do seu trabalho. De uma ingratidão, designadamente para com a sua família, que chega seguramente a superar o seu inegável talento. Eem Karen Blixen é como se aquilo que seriam e são defeitos graves, se tornassem em qualidades que permitiram ver os seus livros publicados, o que uma mulher mais agradável, menos indelicada, no seu tempo, nunca conseguiria. Nunca desiste (se exceptuarmos uma tentativa de suicídio, ainda no Quénia), é trabalhadora e é super-focada. Podemos de facto argumentar que na época, entre as duas grandes guerras, as mulheres tinham de se impôr, podemos citar Paul Veléry como ela o fez “La politesse c’est l’indifférence organisée”, mas será sempre uma análise a posteriori de eventos que de facto conduziram à publicação dos livros, que terão inegável mérito e de outra forma nunca teriam sido dados à estampa, ou nunca teriam vendido tanto. Sabemos o que aconteceu, mas não é claro se com um pouco mais de decência, delicadeza e gratidão, não atingisse também todos os seus objectivos. São qualidades, que hoje, como dantes, não são especialmente valorizadas. “Memórias de Uma Escritora”. Criado por Dunja Gry Jensen.
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Slow Horses (primeira temporada, 2022)

Baseado na série de livros “Slough House” de Mick Herron.
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Slow Horses (segunda temporada, 2022)

A primeira temporada é boa, mas esta é melhor. A história é remanescente da guerra fria, o que de alguma forma a torna mais credível para mim. Apesar da ficção, sente-se que a espionagem pode de facto ser intricada e complexa, baseada em esquemas que não lembram ao diabo, relações improváveis, trocas de favores e violência sem piedade. Suponho que foram buscar um inacreditavelmente magnífico Gary Oldman para fazer a ligação a John Le Carré (via o filme Tinker Tailor Soldier Spy), o que acontece também várias vezes, com uma série de outras pistas. Claro que também pode ser parte da propaganda que agora no ensina que os russos são mesmo muito maus, mas mesmo assim gostei muito e o formato curto adequa-se bem. Baseado na série de livros “Slough House” de Mick Herron.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Manayek (segunda temporada, 2022)


Criado por Roy Iddan.
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