Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “2022

Cinema em Novembro

Publicado em 29/11/2024

Coherence (2013) (106)

Em português “Coerência”. Realizado por James Ward Byrkit.
☆ ☆ ☆ ½

Revoir Paris (2022) (107)

Em português “Memórias de Paris”. Realizado por Alice Winocour.
☆ ☆ ☆

Magyarázat Mindenre (2023) (108)

Em português “Explicação Para Tudo”. Realizado por Gábor Reisz.
☆ ☆ ☆ ½

Elfogy a Levego (2023) (109)

O Filmin é uma plataforma que apesar de barata e apresentar filmes interessantes, já está por um fio. Este filme é classificado como “drama” e “thriller”* (é surreal), e o ano é apresentado como 2024 e no site IMDB diz 2023. Mas fabulosa é a sinopse que… huh… revela que o filme “(…) vai revelar a vergonha da ascensão da extrema-direita na Hungria”. Que é isso da ascensão da extrema-direita na Hungria? Será o governo eleito democraticamente que não é dado, nem achado, durante toda a trama? Há um pai hostil à recomendação de um filme por parte de uma professora, que na própria sinopse dos militantes do Filmin diz que é um pai conservador. É isso a perigosa extrema-direita? Andam sempre em luta estes bocôcos. O filme é, quando muito, sobre o politicamente correcto, aliás um tema muito querido à esquerda, sempre vítimas, de tudo e de todos, coitadinhos. Mas de política tem pouco, é um retrato de uma sociedade sempre em mudança, nem sempre para melhor, que encontra forças de resistência, como sempre aconteceu ao longo da história. É sobre regras; é sobre o estar preparado se é para as quebrar; preparado para a censura dos pares, mas também para a sua deslealdade; é estar preparado para ficar sozinho, porque não se pode contar com quase ninguém. É sobre ter de haver um desastre para se perceber quem realmente nos rodeia. Como se não bastasse, o assunto sai realmente do controlo, não quando a professora resolve lutar por aquilo que julga ser o correcto, mas sim, quando a imprensa intervém (é uma surpresa “extra-ordinária”). Para a esquerda da opinião única deve ser espantoso que existam outras opiniões sobre o que é correcto. É sobre tudo isto, não sobre a ascensão da extrema-direita húngara. Questiono-me porque é que a mediocridade se infiltra em tudo neste país… Não se sai da cepa torta.
* Um thriller é um género de filme caracterizado pela criação de suspense, tensão e excitação intensos. O objetivo principal é manter o espectador numa constante sensação de apreensão e antecipação, muitas vezes através de uma narrativa que envolve mistérios, reviravoltas inesperadas, perseguições e momentos de alto risco.
Normalmente, os thrillers apresentam protagonistas que se encontram em situações perigosas, frequentemente enfrentando vilões ou forças antagonistas que ameaçam a sua segurança física ou psicológica. Estes filmes exploram temas de crime, mistério, espionagem, e até psicológicos, e podem incluir elementos de outros géneros como o drama ou o horror. (Ou seja, há zero que possa classificar este filme como um thriller.)
Em português “A Professora de Literatura”. Realizado por Katalin Moldovai.
☆ ☆ ☆ ☆

Le Ravissement (2023) (110)

Em português “O Arrebatamento”. Realizado por Iris Kaltenbäck.
☆ ☆ ☆ ½

Eat Pray Love (2010) (111)

Em português “Comer Orar Amar”. Realizado por Ryan Murphy.
☆ ☆ ½

Kûki Ningyô (2009) (112)

Em português “Boneca Insuflável”. Realizado por Hirokazu Kore-eda.
☆ ☆ ☆ ☆

Cerrar los Ojos (2023) (113)

Em português “Fechar os Olhos”. Realizado por Víctor Erice.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Outubro

Publicado em 30/10/2024

The Old Oak (2023) (92)

É um filme de emoções e gostei muito, mas uma palavrinha para Paul Lavertym o argumentista — os ingleses andam há séculos do lado errado da história, a minar e a conspirar contra tudo e contra todos — ainda está fresco na memória o que foi a presença deles na UE. O “regime sírio de Assad”, junto com o Hezbollah e a Rússia, foram os grandes responsáveis de se ter salvo alguma coisa da Síria, designadamente os Cristãos, da destruição que foi programada e promovida pelo “regime americano”, o “regime inglês”, o “regime israelita” e os regimes fantoches europeus seus aliados, já para não falar da sua mais grotesca criação, o “estado islâmico”. Enquanto escrevo, o “regime israelita”, mais uma extraordinária criação inglesa, está a bombardear Damasco (além de Beirute e outras cidades no Líbano, Gaza, a Cisjordânia e o Iemén). Em português “O Pub de Old Oak”. Realizado por Ken Loach.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Paradies: Liebe (2012) (93)

Em português “Paradise: Love”. Realizado por Ulrich Seidl.
☆ ☆ ☆ ☆

Paradies: Glaube (2012) (94)

Em inglês “Paradise: Faith”. Realizado por Ulrich Seidl.
☆ ☆ ☆ ½

Paradies: Hoffnung (2013) (95)

Os filmes austríacos têm uma qualidade — que para mim é um defeito —, que é conseguirem mostrar a realidade ainda pior do que a imaginamos. Muito pior. De Ulrich Seidl sou capaz de ter terminado; filmes dos outros austríacos também (Haneke, têm de me cobrir de ouro para voltar a ver um filme dele), só se for algo mesmo fora de série. Vi a trilogia por ordem, mas não há realmente uma ordem, se tivesse visto noutra, a classificação de cada um mudaria — mantendo-se o gostar mais do primeiro do que do último. Em inglês “Paradise: Hope”. Realizado por Ulrich Seidl.
☆ ☆ ☆

L’Amour et les Forêts (2023) (96)

Não é um filme fácil, o actor (Melvil Poupaud) foi bem escolhido para um personagem particularmente repelente — e para mim, muito antes de se tornar realmente repelente no ecrã. Nunca deixa de me pasmar a quantidade de mulheres que gosta de homens peganhentos e narcisistas. E também aquela habilidade especial de se corrigir um erro com outro, ou uma série deles. Em português “Só Nós Dois”. Realizado por Valérie Donzelli.
☆ ☆ ☆ ☆

À Plein Temps (2021) (97)

Uma mulher aparentemente mestre em economia, trabalha como camareira chefe num hotel de cinco estrelas, vê-la a correr de um lado para o outro em dias de greve dos transportes, com uma horrível música de fundo, não chega para fazer um bom filme. Mãe sozinha um dos grandes temas do cinema contemporâneo, para não variar muito, cheia dificuldades económicas, não deixa de gastar dinheiro em coisas supérfulas — como um trampolim para o filho pelo aniversário onde o miúdo (spoilers) acaba por partir o braço. Eu sei que muita gente se identifica com estas situações, mas francamente, é um filme fraquinho. Em português “A Tempo Inteiro”. Realizado por Eric Gravel.
☆ ☆ ½

Kaymak (2022) (98)

Um filme super-estranho, até pouco convencional, mas gostei. E não é todos os dias que vejo um filme passado na Macedónia. Não conhecia o realizador que aparentemente tem “uma das melhores estreias da história do cinema” com Before the Rain (Pred Dozhdot, não tem título em português), que irei ver a seguir. Realizado por Milcho Manchevski.
☆ ☆ ☆ ☆

Pred Dozhdot (1998) (99)

Começo a achar que a Macedónia é um país encantador… (Nem por isso.) Este é o primeiro filme de Milcho Manchevski, considerado pela crítica um dos primeiros melhores filmes de sempre. E tem bons pormenores, designadamente o círculo completo da história — nesse sentido, o título é excelente e não vou revelar porquê. Mas nunca gosto muito de filmes que mostram crueldade com animais, simulada ou real. Em inglês “Before the Rain”. Realizado por Milcho Manchevski.
☆ ☆ ☆ ½

The Substance (2024) (100)

Em português “A Substância”. Realizado por Coralie Fargeat.

The English Patient (1996) (101)

Em português “O Paciente Inglês”. Realizado por Anthony Minghella.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Il Gattopardo (1963) (102)

Em português “O Leopardo”. Realizado por Luchino Visconti.
☆ ☆ ☆

Pretty Maids All in a Row (1971) (103)

Realizado por Roger Vadim.
☆ ☆ ☆ ☆

Gräns (1963) (104)

Em português “Na Fronteira”. Realizado por Ali Abbasi.
☆ ☆

The Big Short (2015) (105)

Em português “A Queda de Wall Street”. Realizado por Adam McKay.
☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Setembro

Publicado em 30/09/2024

Support the Girls (2018) (86)

Em português “Ajudem as Miúdas”. Realizado por Andrew Bujalski.
☆ ☆

Kaibutsu (2023) (87)

Apesar de ser bom e ter gostado, deve ter sido o filme de Kore-eda que menos gostei. Em português “Culpado – Inocente – Monstro”. Realizado por Hirokazu Kore-eda.
☆ ☆ ☆ ☆

Amanda (2022) (88)

Realizado por Carolina Cavalli.
☆ ☆ ☆

Rien à Foutre (2021) (89)

Em português “Geração Low-Cost”. Realizado por Julie Lecoustre e Emmanuel Marre.
☆ ☆ ☆

The Left Handed Gun (1958) (90)

Baseado numa peça de Gore Vidal, podia ser melhor. Em português “Vício de Matar”. Realizado por Arthur Penn.
☆ ☆ ☆ ½

Un Métier Sérieux (2023) (91)

Em português “Uma Profissão Séria”. Realizado por Thomas Lilti.
☆ ☆ ☆ ☆