Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “espanha

Cinema em Fevereiro

Publicado em 28/02/2026

La Venue de l’Avenir (2025) (11)

Em português “As Cores do Tempo”. Realizado por Cédric Klapisch.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Il Deserto dei Tartari (1976) (12)

Num reino indefinido, uma guarnição defende um forte no local mais longínquo de um império indeterminado. Uma boa metáfora para a Europa de hoje, com os seus líderes de 20% de aprovação popular, sempre à espera do inimigo que teima em não vir. Em português “O Deserto dos Tártaros”. Realizado por Valerio Zurlini.
☆ ☆ ☆ ½

Entre les Murs (2008) (13)

Não me lembro de um filme na escola que seja desinteressante e este foi Palma de Ouro em Cannes. Os professores devem de facto ter vidas mais interessantes do que o que eu penso à partida. Em português “A Turma”. Realizado por Laurent Cantet.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Paying For It (2024) (14)

Baseado na banda desenhada homónima de Chester Brown, fica muito longe do livro — que é uma espécie de advocacia da prostituição, o que apesar de não concordar, entendi as razões quando o li, que aqui são zero exploradas. Chester Brown reúne-se frequentemente com os seus amigos e colegas de profissão Seth e Joe Matt, no filme com a pequena diferença de Seth ser negro e se juntar a eles uma autora asiática. As quotas, no Canadá, também são para cumprir. Mas a realidade é o que é, não deixa de ser irónico que Chester Brown nos seus livros mais autobiográficos, exibe uma honestidade quase radical. É o primeiro filme que me aparece no site IMDB sem um único título de outro país. Teve zero distribuição internacional. Realizado por Sook-Yin Lee.
☆ ☆ ½

Un Amour Impossible (2014) (15)

Uma história de terror, embora não pareça. Um filme muito bom, mas não gostei do fim nem da escolha de Jenny Beth para a filha adulta (embora perceba que é algo bastante evidente como papel de uma filha traumatizada, mas parece-me outra pessoa relativamente às versões mais novas). Realizado por Catherine Corsini.
☆ ☆ ☆ ☆

Splitsville (2025) (16)

Realizado por Michael Angelo Covino.
☆ ☆ ☆

Sirât (2025) (17)

De longe a longe aparece um filme destes… Perturbador, com pessoas super esquisitas… É um filme incrível. O último que me lembro de ter deixado esta sensação foi Under the Skin de 2013. Realizado por Oliver Laxe.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Weak and the Wicked (1954) (18)

Em português “Muros Negros”. Realizado por J. Lee Thompson.
☆ ☆ ☆

Tender Mercies (1983) (19)

Em português “Amor e Compaixão”. Realizado por Bruce Beresford.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Novembro

Publicado em 30/11/2025

A House of Dynamite (2025) (101)

Torna-se maçador, porque apesar de mostrar um processo por dentro, acaba por ser de três perspectivas diferentes, repetindo três vezes o mesmo evento. Uma coisa retratou bem, a completa falta de preparação do exército americano e a sobrevalorização dos seus “meios” — que ouvimos (quem ouve) todos os dias nas televisões por parte dos propagandistas de serviço. Em português “Prestes a Explodir”. Realizado por Kathryn Bigelow.
☆ ☆

Sunset Blvd. (1950) (102)

Em português “Crepúsculo dos Deuses”. Realizado por Billy Wilder.
☆ ☆ ☆ ☆

Keyke Mahboobe Man (2024) (103)

O cinema iraniano é simplesmente bom. Este filme podia ser muito melhor, se não fosse o final demasiado tétrico, porque a história e o drama aguentavam bem inúmeros finais alternativos. Mas os realizadores, optaram pelo dramalhão um pouco fora da escala. Em português “O Meu Bolo Favorito”. Realizado por Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha.
☆ ☆ ☆ ½

Upon Entry (2022) (104)

Em português “À Chegada”. Realizado por Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vasquez.
☆ ☆ ☆ ☆

All We Imagine as Light (2024) (105)

Em português “Tudo o Que Imaginamos Como Luz”. Realizado por Payal Kapadia.
☆ ☆ ☆ ☆

Interstellar (2014) (106)

Gostei muito de rever ao fim de 11 anos. Está tudo muito bem feito, a ciência ou pseudo-ciência é sólida, os robots conseguem ter piada sem nunca serem estúpidos, o argumento, a realização, os actores…, é muito bom filme. Realizado por Christopher Nolan.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Outubro

Publicado em 31/10/2025

Babettes Gæstebud (1987) (89)

Em português “A Festa de Babette”. Realizado por Gabriel Axel.
☆ ☆ ☆ ☆

Haunted Heart (2024) (90)

Já não me lembrava de ver personagens tão superficiais num filme e tão fracos diálogos, mas em vários momentos pareceu que iria ser muito melhor. Em português “O Meu Amor Que Não Conheço”. Realizado por Fernando Trueba.
☆ ☆ ½

Hors-saison (2023) (91)

Gosto bastante destes reencontros e este filme é bastante realista nesse aspecto, na vida real quase nada de bom sai de se rever pessoas do nosso passado. Tem cenas de uma seca quase insuportável, a dos imitadores de pássaros no casamento não lembra ao diabo, mas mesmo assim gostei. Achei o final particularmente bom. Em português “A Vida Entre Nós”. Realizado por Stéphane Brizé.
☆ ☆ ☆ ☆

The Unforgiven (1960) (92)

Em português “O Passado Não Perdoa”. Realizado por John Huston.
☆ ☆ ☆ ☆

This Property Is Condemned (1966) (93)

Praticamente todos os filmes baseados em peças de Tennessee Williams são bons e neste, Coppola também participa no argumento. Em português “A Flor à Beira do Pântano”. Realizado por Sydney Pollack.
☆ ☆ ☆ ☆

Summer and Smoke (1961) (94)

Em português “Fumo de Verão”. Realizado por Peter Glenville.
☆ ☆ ☆ ½

Sweet Bird of Youth (1962) (95)

Em português “Corações na Penumbra”. Realizado por Richard Brooks.
☆ ☆ ☆ ☆

The Young Philadelphians (1959) (96)

Em português “Milionários de Filadélfia”. Realizado por Vincent Sherman.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Furies (1950) (97)

Em português “Almas em Fúria”. Realizado por Anthony Mann.
☆ ☆ ☆ ☆

The Roman Spring of Mrs. Stone (1961) (98)

Insuportável o Warren Beatty a fazer de italiano, com um sotaque macarrónico, mas a escrita de Tennessee Williams é irresistível. Em português “A Primavera em Roma de Mrs. Stone”. Realizado por José Quintero.
☆ ☆ ☆ ☆

The Grapes of Wrath (1940) (99)

Em português “As Vinhas da Ira”. Realizado por John Ford.
☆ ☆ ☆ ☆

Darling (1965) (100)

Realizado por John Schlesinger.
☆ ☆ ☆ ☆

Cinema em Novembro

Publicado em 29/11/2024

Coherence (2013) (106)

Em português “Coerência”. Realizado por James Ward Byrkit.
☆ ☆ ☆ ½

Revoir Paris (2022) (107)

Em português “Memórias de Paris”. Realizado por Alice Winocour.
☆ ☆ ☆

Magyarázat Mindenre (2023) (108)

Em português “Explicação Para Tudo”. Realizado por Gábor Reisz.
☆ ☆ ☆ ½

Elfogy a Levego (2023) (109)

O Filmin é uma plataforma que apesar de barata e apresentar filmes interessantes, já está por um fio. Este filme é classificado como “drama” e “thriller”* (é surreal), e o ano é apresentado como 2024 e no site IMDB diz 2023. Mas fabulosa é a sinopse que… huh… revela que o filme “(…) vai revelar a vergonha da ascensão da extrema-direita na Hungria”. Que é isso da ascensão da extrema-direita na Hungria? Será o governo eleito democraticamente que não é dado, nem achado, durante toda a trama? Há um pai hostil à recomendação de um filme por parte de uma professora, que na própria sinopse dos militantes do Filmin diz que é um pai conservador. É isso a perigosa extrema-direita? Andam sempre em luta estes bocôcos. O filme é, quando muito, sobre o politicamente correcto, aliás um tema muito querido à esquerda, sempre vítimas, de tudo e de todos, coitadinhos. Mas de política tem pouco, é um retrato de uma sociedade sempre em mudança, nem sempre para melhor, que encontra forças de resistência, como sempre aconteceu ao longo da história. É sobre regras; é sobre o estar preparado se é para as quebrar; preparado para a censura dos pares, mas também para a sua deslealdade; é estar preparado para ficar sozinho, porque não se pode contar com quase ninguém. É sobre ter de haver um desastre para se perceber quem realmente nos rodeia. Como se não bastasse, o assunto sai realmente do controlo, não quando a professora resolve lutar por aquilo que julga ser o correcto, mas sim, quando a imprensa intervém (é uma surpresa “extra-ordinária”). Para a esquerda da opinião única deve ser espantoso que existam outras opiniões sobre o que é correcto. É sobre tudo isto, não sobre a ascensão da extrema-direita húngara. Questiono-me porque é que a mediocridade se infiltra em tudo neste país… Não se sai da cepa torta.
* Um thriller é um género de filme caracterizado pela criação de suspense, tensão e excitação intensos. O objetivo principal é manter o espectador numa constante sensação de apreensão e antecipação, muitas vezes através de uma narrativa que envolve mistérios, reviravoltas inesperadas, perseguições e momentos de alto risco.
Normalmente, os thrillers apresentam protagonistas que se encontram em situações perigosas, frequentemente enfrentando vilões ou forças antagonistas que ameaçam a sua segurança física ou psicológica. Estes filmes exploram temas de crime, mistério, espionagem, e até psicológicos, e podem incluir elementos de outros géneros como o drama ou o horror. (Ou seja, há zero que possa classificar este filme como um thriller.)
Em português “A Professora de Literatura”. Realizado por Katalin Moldovai.
☆ ☆ ☆ ☆

Le Ravissement (2023) (110)

Em português “O Arrebatamento”. Realizado por Iris Kaltenbäck.
☆ ☆ ☆ ½

Eat Pray Love (2010) (111)

Em português “Comer Orar Amar”. Realizado por Ryan Murphy.
☆ ☆ ½

Kûki Ningyô (2009) (112)

Em português “Boneca Insuflável”. Realizado por Hirokazu Kore-eda.
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Cerrar los Ojos (2023) (113)

Em português “Fechar os Olhos”. Realizado por Víctor Erice.
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