Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “2017”

TV em Maio

Publicado em 30/05/2024

Slow Horses (terceira temporada, 2023)

Deve ser a melhor série que vi da Apple, mais um bocadinho e quase que é politicamente incorrecta. O inacreditavelmente magnífico Gary Oldman leva as estrelas todas. Baseado na série de livros “Slough House” de Mick Herron.
☆ ☆ ☆ ☆

Star Trek: The Next Generation (sexta temporada, 1995)

Criado por Gene Roddenberry.
☆ ☆ ☆

Deadwood (primeira temporada, 2004)

Estou a rever para depois acabar com o filme (que depois de visto é uma miséria). Como é que uma das melhores séries de todos os tempos foi cancelada na terceira temporada e ficou tanto tempo sem um final adequado é incompreensível. A maior parte das pessoas não se terá apercebido que os personagens principais tiveram uma existência real, mas dentro da ficção que inevitavelmente é toda a série, Al Swearengen (Ian McShane) ficará para a história da TV como um dos mais complexos canalhas que já existiu. Mas há muitos mais memoráveis, Seth Bullock (Timothy Olyphant) e o seu ar alucinado em momentos de violência, o sebento de mãos suadas E.B. Farnum (William Sanderson) ou o repelente de voz cavernosa Cy Tolliver (Powers Boothe, infelizmente falecido e já sem presença no filme). Criado por David Milch.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Deadwood (segunda temporada, 2005)

Criado por David Milch.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Deadwood (terceira temporada, 2006)

Como é possível não terem dado um fim digno a uma série destas… (vi o filme, realizado quase 20 anos depois, que é pouco mais que deplorável). Criado por David Milch.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Tabula Rasa (2017)

Tem uma ambiência de filme de terror (ou seja para lá do simples suspense e com insinuações sobrenaturais) que detesto. Criado por Veerle Baetense e Malin-Sarah Gozin.
☆ ☆ ☆

La Vita Bugiarda Degli Adulti (2017)

A partir do livro de Elena Ferrante “A Vida Mentirosa dos Adultos”. Criado por Edoardo De Angelis.
☆ ☆ ☆ ½

TV em Novembro

Publicado em 30/11/2023

Curb Your Enthusiasm (sexta temporada, 2007)


Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ☆

Curb Your Enthusiasm (sétima temporada, 2009)


Depois de aparições pontuais, desta vez todo o elenco de Seinfeld participa para a criação de um episódio especial de “reunião” e o que se pode ver é a qualidade estratosférica que de facto foi a série Seinfeld. Mesmo ficcionado, embora nunca demasiado absurdo, ver os bastidores e o trabalho de Jerry Seinfeld e Larry David juntos, tornou esta a melhor temporada. Os primeiros episódios com um Larry ainda mais obnóxio não deixam chegar ao cinco. Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Curb Your Enthusiasm (oitava temporada, 2011)


Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ☆

Curb Your Enthusiasm (nona temporada, 2017)


Tem aquele que foi para mim, talvez, o melhor episódio de todos: “The Accidental Text on Purpose”. Larry David não sendo exactamente uma jóia de pessoa, nunca falha a atrair gente bem pior do que ele, designadamente os amigos — a semelhança com Seinfeld não é uma coincidência. Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Curb Your Enthusiasm (décima temporada, 2020)


Se mais não bastasse, Larry David mantém um nível inacreditavelmente elevado durante 10 anos de situações… huh… inacreditáveis. O roommate Leon Black, apesar de ser um personagem, tem uma duração demasiado excessiva e devia ter saído quando o resto da família saiu (sétima temporada) ou pouco depois. Numa nota um pouco fora do contexto, ainda não consegui ver Jon Hamm fora do seu papel de Donald Draper de Mad Men, aqui não foi excepção, apesar de Larry David (que na verdade rouba todas as cenas em que participa). Tudo somado, até acho que tem melhorado com o tempo, mas nem tudo — 17 anos depois Larry Davis, Richard Lewis, Ted Danson, todos com mais de 80 anos (Richard Lewis está particularmente afectado pela idade)… Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Curb Your Enthusiasm (décima primeira temporada, 2021)


E como me manifestei, esta última temporada (até à data) decaiu bastante, principalmente os primeiros episódios, mesmo muito fracos. Depois melhora e volta a ter situações difíceis de acreditar. O novo Funkhouser (já vinha de trás), supostamente irmão de Marty Funkhouser (Bob Einstein, entretanto falecido), está muito longe de o conseguir substituir e muito mais já não atinge o nível anterior. Criado por Larry David.
☆ ☆ ☆ ½

All the Light We Cannot See (2023)


A Netflix está como a Disney e a AppleTV+, do outro lado do Atlântico a esmagadora maioria é um lixo inenarrável, o que chega de qualidade tem de ser descoberto e escolhido a dedo. A Netflix já admitiu que o objectivo não é qualidade, mas sim minutos acumulados passados em frente ao canal — o negócio desta gente é fazer o mundo inteiro perder tempo. Criado por Steven Knight.
☆

Exit (terceira temporada, 2023)

Nesta temporada é introduzido um factor thriller, com uma série de gente a conspirar contra os quatro psicopatas narcisistas. É tudo tão excessivamente decadente que é bem capaz de ter um fundo de verdade, mas não cheguei a gostar realmente. Realizado por Øystein Karlsen.
☆ ☆ ☆ ½

Sharp Objects (2018)

Ora aqui está uma utilização meritória dos flashbacks. Grande papel de Amy Adams. Criado por Marti Noxon.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Junho

Publicado em 30/06/2023

Welcome (2009) (78)

Em português “Welcome — Bem-vindo”. Realizado por Philippe Lioret.
☆ ☆ ☆ ☆

Qualcosa di Nuovo (2016) (79)

Em português “Algo de Novo”. Realizado por Cristina Comencini.
☆ ☆ ½

To Die For (1995) (80)

Em português “Disposta a Tudo”. Realizado por Gus Van Sant.
☆ ☆ ☆

Love Jones (1997) (81)

Realizado por Theodore Witcher.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Le Bleu du Caftan (2022) (82)

Em português “O Azul do Cafetã”. Realizado por Maryam Touzani.
☆ ☆ ☆ ½

Metroland (1997) (83)

Baseado na novela homónima, publicada em 1980, o primeiro livro de Julian Barnes. Realizado por Philip Saville.
☆ ☆ ☆ ☆

Psykos i Stockholm (2020) (84)

Em português “Psicose em Estocolmo”. Realizado por Maria Bäck.
☆ ☆ ☆

Laurel Canyon (2002) (85)

É um filme algo básico e já visto, aquele romance de quem está junto, mas vai certamente olhar para outro lado ou porque os opostos se atraem ou porque os iguais também se atraem, mas vê-se bem e gostei. E o fim parece-me muito bom. Em português “Atracção Acidental”. Realizado por Lisa Cholodenko.
☆ ☆ ☆ ☆

Fire of Love (2022) (86)

Documentário muito interessante mesmo para quem já conhece a vida de Katia e Maurice Krafft, com o interesse adicional de ser narrado por Miranda July que fica sempre bem em qualquer lado. Realizado por Sara Dosa.
☆ ☆ ☆ ☆

Tengo Sueños Eléctricos (2022) (87)

Em português “Tenho Sonhos Elétricos”. Realizado por Valentina Maurel.
☆ ☆ ☆ ☆

Palm Trees and Power Lines (2022) (88)

Incrível estreia de mais uma jovem realizadora… Um filme extremamente perturbador. Não é para quem tenha filhas. Em português “Nunca Chove Na Califórnia”. Realizado por Jamie Dack.
☆ ☆ ☆ ☆

Ôtez-moi d’Un Doute (2017) (89)

Os franceses têm super-jeito para misturar drama com o feel good, que resulta em filmes sérios e bem dispostos ao mesmo tempo. Serem todos magníficos actores ajuda muito. Em português “Só Para Ter a Certeza”. Realizado por Carine Tardieu.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

News From Home (1976) (90)

Se alguma vez tive algum fascínio por este tipo de filmes, já não tenho há muito tempo. Realizado por Chantal Akerman.
☆ ☆