Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

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Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2021

Mal de Pierres (2016) (43)

Gostei da história e do ritmo pausado que percorre todo o filme. E da Marion Cotillard.
Em português “Um Instante de Amor”, porque a tradução do título notoriamente menos vendável é “Pedra Nos Rins”. Também interessante o título em inglês, quem sabe pelo mesmo motivo e mais verdadeiro, “From the Land of the Moon”. Os alemães quase que contavam o filme todo: “Die Frau im Mond – Erinnerung an die Liebe” (A Mulher na Lua – Memória de Amor). Realizado por Nicole Garcia.
☆ ☆ ☆ ☆

No Sudden Move (2021) (44)

Realizado por Steven Soderbergh.
☆ ☆ ☆ ☆

Citizenfour (2014) (45)

Curiosamente um dos produtores executivos é Steven Soderbergh. Podia ser um pouco mais interessante, ou talvez o assunto esteja agora no dia a dia e tenha perdido interesse. Também não percebi que num documentário não exista um tripé e a opção estética e estilistica seja a câmara na mão sem qualquer estabilidade, a focar e a desfocar constantemente. Talvez fosse mais importante eliminar essas distrações e ouvir-se o Snowden. Realizado por Laura Poitras.
☆ ☆ ☆ ½

El Olivo (2016) (46)

Em português “A Oliveira do Meu Avô”. Realizado por Icíar Bollaín.
☆ ☆ ☆ ½

Razzia (2016) (47)

Este filme é algo complexo de seguir e necessita atenção. Em português “Céu de Casablanca”. Realizado por Nabil Ayouch.
☆ ☆ ☆ ½

TV em Junho

Publicado em 01/07/2020

Normal People (primeira temporada, 2020)

O que eu gostei desta série… É sobre encontros, desencontros, a dificuldade em em comunicar, em ler o outro, em percebê-lo. A felicidade e principalmente, a infelicidade. A impossibilidade de evitar cometer os erros nos momentos cruciais. É sobre as prioridades do mundo de hoje, com as quais mesmo duas mentes brilhantes têm imensa dificuldade em lidar. A inversão de valores, ou pelo menos a alteração da sua ordem. É sobre a amizade incondicional — muito mais que o amor —, que une duas pessoas.
Tem sequências de uma intensidade que raramente vi. Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, que actuação extraordinária. Bravo.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Normal People

Normal People.

Lovesick (primeira temporada, 2014)

Há algo de agradável nesta série, mais uma que retrata uma época que nunca foi a minha, de relações fugazes e em bom rigor sem grande sentido. Com excepção das três personagens principais, as outras são tratadas com grande superficialidade, razão pela qual é necessário ter algum cuidado com as grandes tiradas filosóficas que dali advêm, porque na verdade, é gente que não chega sequer a conhecer-se, quanto mais a ter algum módico de intimidade. Mas está bem escrita e a banda sonora acompanha maravilhosamente. O actor principal é o músico Johnny Flynn. Criado por Tom Edge.
☆ ☆ ☆ ☆

Lovesick (segunda temporada, 2016)

As personagens principais são simpáticas, mesmo o questionável Luke acaba por não ser má pessoa e tem alguns momentos com grande piada. Uma série com alguém chamado Angus (um dos secundários recorrentes) tem necessariamente que ser boa. Criado por Tom Edge.
☆ ☆ ☆ ☆

Lovesick (terceira temporada, 2018)

Decaiu, só a música se manteve em bom nível. Parece que os actores envelheceram de repente, muito mais do que amadureceram no papel. Criado por Tom Edge.
☆ ☆ ☆ ½

The Sinner (primeira temporada, 2017)

Série muito boa com uma excelente Jessica Biel, que também é a produtora. Bill Pullman que já não me lembrava que existia desde que entrou em “The Lost Highway” de Lynch (ou no esquecível “Independence Day”), está incrivelmente bem. Criado por Derek Simonds.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Sinner (segunda temporada, 2018)

Não me lembro de outra série que viva tanto de regressos ao passado que eu tenha gostado tanto. Normalmente tenho os flashbacks como uma habilidade para resolver coisas que já não fazem sentido, ou para mudar o curso da narrativa sem grande trabalho. Aqui não. Bill Pullman, muito provavelmente, no papel da vida dele. Criado por Derek Simonds.
☆ ☆ ☆ ☆

Enlightned (primeira temporada, 2011)

A solidão é um tema recorrente e Amy Jellicoe (Laura Dern) apesar de bonita e com uma personalidade algo exuberante (e também auto-destrutiva), vive uma vida de sonhos e correspondentes frustrações. Ou, talvez, seja apenas a dificuldade em ser-se bom, num Mundo que não é lá muito bom. Contraditoriamente também não deixa de ser verdade que, como lhe berra o CEO da Abaddonn, Amy é também um caso mental, que sente tudo e não pensa nada. Criado por Laura Dern e Mike White.
☆ ☆ ☆ ☆