
— I believe… in memory. Not memory of the past.

— But memory of possibility.
Décimo episódio da primeira temporada de Invasion (2021), criado por Simon Kinberg e David Weil.

— I believe… in memory. Not memory of the past.

— But memory of possibility.
Décimo episódio da primeira temporada de Invasion (2021), criado por Simon Kinberg e David Weil.
Fica na lista das francamente boas e até gostava de rever, pois vi esta última temporada cerca de dois anos depois da primeira e gosto de ver tudo seguido e completo. É tudo tão excessivo que é bem capaz de ter um grande fundo de verdade. Criado por Jesse Armstrong.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
É a terceira série Filmin, não sei se irão existir mais episódios, também podia perfeitamente ficar por aqui. Muito boa série, protagonizada pelas duas irmãs Vilapuig, que fazem delas próprias misturando aspectos aparentemente autobiográficos, com aspectos aparentemente ficcionais. Tem um toque pessoal que não me lembro de ter visto noutra série. Criado por Joana Vilapuig e Mireia Vilapuig.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
A Apple é mais uma produtora que quer ser mais woke que a Disney e por essa razão as suas séries são prenhas de diversidade, mas falta sempre alguém estar representado e pior, nada acrescenta à história. Dificilmente sairá algo original de Hollywood e esta série é mais uma que segue a mesma fórmula de sempre, um grande mistério que se vai adensando até, certamente, a montanha parir um rato. Mas, reconheço que hoje facilmente se cria um universo credível e que para distrair serve. Vê-se bem, mas claro que chega ao fim e o mistério de grande, passou a enorme. Criado por Graham Yost.
☆ ☆ ☆ ½
Mais uma série Apple que é um primor de “diversidade” sem qualquer valor acrescentado para a história e certamente com uma actriz (Lou Llobell) escolhida muito mais pelas suas qualidades étnicas do que pelas suas qualidades dramáticas, porque parece ser muito fraca, quase ao nível de um Anakyn Skywalker no Star Wars: Episode 1 e seguintes. Não li os livros de Isaac Asimov, portanto não sei se está fiel (é óbvio que não), mas parece ser uma série que vai crescendo a cada episódio. Mais uma vez, vê-se bem. Criado por Josh Friedman e David S. Goyer.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Isto Não é Um Filme”. Realizado por Jafar Panahi.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “O Aventureiro Romântico”. Realizado por Henry King.
☆ ☆ ☆ ☆
Um filme com piada, que goza com o facto de na antiga União Soviética as cidades terem partes todas iguais construídas eventualmente segundo o “modelo socialista”. A partir daí a situação inverosímil acontece. O nosso protagonista que vive em Moscovo com a mãe num desses apartamentos de 36 metros quadrados, acaba em Leninegrado num apartamento exactamente igual, e até a sua chave serve, numa rua com o exacto mesmo nome, onde vive Nadya (protagonizada pela linda actriz polaca Barbara Brylska). Tem o ar do tempo e um certo excesso de representação que só lhe dá mais encanto. Em inglês “The Irony of Fate, or Enjoy Your Bath!”. Realizado por Eldar Ryazanov.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “O Grande Escândalo”. Realizado por Howard Hawks.
☆ ☆ ☆
Em português “O Último Autocarro”. Realizado por Gillies MacKinnon.
☆ ½
Realizado por Benoît Jacquot.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás”. Realizado por Edward Zwick.
☆ ☆ ☆
Em português “O Diário Íntimo de Uma Mulher”, era uma época de títulos extraordinários de delirantes, às vezes saía até um melhor que o original (não é o caso). Realizado por Frank Perry.
☆ ☆ ☆ ☆
Realizado por Henry Hathaway.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “O Falso Profeta”. Realizado por Richard Brooks.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Em português “O Prisioneiro de Alcatraz”. Realizado por John Frankenheimer.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Realizado por Carla Simón e Sonia Castelo.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Os Irmãos de Leila”. Realizado por Saeed Roustayi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Em português “O Enviado da Manchúria”. Realizado por John Frankenheimer.
☆ ☆ ☆ ☆
A Feleségem Története (2021) de Ildikó Enyedi.
É bom quando duas pessoas que não se conhecem rapidamente atingem um nível de intimidade que os leva a “contar tudo” e tornarem-se amigas numa fracção de tempo. Em português “As Coisas Que Dizemos, As Coisas Que Fazemos”. Realizado por Emmanuel Mouret.
☆ ☆ ☆ ☆
Realizado por Lou Jeunet.
☆ ☆ ☆
Será certamente uma visão meritória da moda, da superficialidade, da igualdade, do feminismo, dos trabalhadores, dos super-ricos e tudo o mais, e deve ter uma série de simbolismos, a maior parte dos quais certamente me escaparam. Começou extremamente bem, com humor que prometeu muito mas foi descendo de forma explícita e decidida até se tornar numa farsa grotesca sem qualquer piada. Cheguei a considerar que não chegava a três, mas chegou, porque apesar de ser longo, o tempo passou sem nunca se tornar maçador. Em português “Triângulo da Tristeza”. Realizado por Ruben Östlund.
☆ ☆ ☆
Em português “Profissão: Repórter”. Realizado por Michelangelo Antonioni.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “A Mãe e a Puta”. Realizado por Jean Eustache.
☆ ☆ ☆ ☆
Baseado no livro Deception de Philip Roth (em português “Engano”), nunca me convenceu, não consegui ultrapassar o autor, tão judeu e tão americano, a falar francês. E francamente mal dei pelo livro. Roth não é muito feliz adaptado ao cinema, talvez seja inadaptável. Em português “Traições”. Realizado por Arnaud Desplechin.
☆ ☆ ☆
Anda por aí um filme com o Tom Hanks que é a versão americana deste, que como em todas as versões americanas, as pessoas fazem na generalidade bem em evitar. Este vê-se bem. Em português “Um Homem Chamado Ove”. Realizado por Hannes Holm.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “A Conspiração do Silêncio”. Realizado por John Sturges.
☆ ☆ ☆ ☆
Além do vislumbre do que é o mundo elitista da música clássica, tanto socialmente como musicalmente (o trabalho efectivamente realizado e o inegável génio) — que como praticamente todas as áreas do entretenimentos nos EUA é dominado pelos judeus e pelo dinheiro —, Todd Field consegue tocar em questões actuais sem fazer disso tema central ou cavalo de batalha, desde os “géneros” aos “cancelamentos”, mais as inevitáveis “redes sociais”, passando pelo casal das duas mamãs até ao #metoo. O seu cancelamento é ambíguo no sentido em que mistura motivos actuais, com comportamentos inaceitáveis, que o seriam certamente noutras épocas ou contextos, mas há um consenso generalizado da maestrina “monstruosa”, o que suponho faça a maior parte das pessoas sentirem uma certa satisfação pelo seu “cancelamento” (ou despedimento) e a passagem da Filarmónica de Berlim para uma orquestra numa convenção de jogos de vídeo na Tailândia, com um breve tirocínio na casa da mãe e do irmão — nos subúrbios.
Por vezes há um ambiente de mistério, desde os gritos no parque, aos ruídos nocturnos e um símbolo que parece uma espécie de labirinto que surge nos locais mais inverosímeis. Isto lança um ambiente de suspeição sobre a companheira, sobre a assistente (e eventualmente amante ou antiga amante) e até sobre a filha. A violoncelista Russa que para quem acabou de chegar, movimenta-se demasiado bem naquele mundo — não invalidando o facto de ser uma exímia executante —, parece uma versão da maestrina quando era nova, trabalhando para os seus próprios objectivos, sem grandes lealdades. O distúrbio nascisista na maestrina é tão agudo, que já com acusações de abuso sexual, videos na internet editados para parecerem o que não são e mil e um problemas que só poderiam acabar de uma forma, viaja para Nova Iorque na companhia da russa, não pensando por um segundo sequer nas consequências das suas acções. Por fim… A interpretação de Cate Blanchett é extraordinária, mesmo. Realizado por Todd Field.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Em português “A Comuna”. Realizado por Thomas Vinterberg.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “3 Corações”. Realizado por Benoît Jacquot.
☆ ☆ ☆ ☆
Numa idade de profundas e por vezes intensas mudanças, muda-se por vezes profundamente e intensamente, por mil e um motivos, não só por sugestões e insinuações de homossexualidade, que agora está por todo o lado e parece não se saber mais ou não se ir a lado nenhum (de sucesso) sem essa “inclusão”. A única vez que chorei no cinema, foi no Bambi de Walt Disney e neste não chorei, passei só metade do tempo com os olhos cheios de lágrimas — porque não tem solução. Realizado por Lukas Dhont.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
A diferença entre o que se tem e o que se quer, numa sucessão de cenas simples e música melancólica (até Amália Rodrigues se ouve). Em português “Duplo Amor”. Realizado por James Gray.
☆ ☆ ☆ ☆
Um dia alguém me disse que no fim todos querem é salvar a pele. Em português “Rainha de Copas”. Realizado por May el-Toukhy.
☆ ☆ ☆ ☆
Não passou muito da banalidade, enquanto tentava ter ar de ser algo muito profundo. Uma mulher frustada sexualmente contrata um prostituto muito mais novo para de certa forma preencher esse vazio, mas o pior é que além da frustração sexual pouco mais se passou na sua vida e isso, não iria ser certamente o prostituto a resolver. O melhor é encarar por aquilo que é e nada mais, uma comédia, com muito pouca graça. Realizado por Sophie Hyde.
☆ ☆ ½
Em português “Má Sorte”. Realizado por Wayne Kramer.
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1955, 1973, 1975, 2003, 2008, 2014, 2016, 2019, 2020, 2021, 2022, arnaud desplechin, benoît jacquot, cinema 2023, emmanuel mouret, hannes holm, james gray, jean eustache, john sturges, lou jeunet, lukas dhont, may el-toukhy, michelangelo antonioni, ruben östlund, sophie hyde, thomas vinterberg, todd field, wayne kramer