Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “suíça

Cinema em Fevereiro

Publicado em 29/02/2024

Trenque Lauquen Parte II (2022) (19)

Quase não se percebe porque é a segunda parte… Explica a decisão de Laura partir e desaparecer, mas com elementos quase (ou mesmo) de sobrenatural e mistério adicional que pouco ou nada acrescentam ao que foi o primeiro filme, muito melhor do que este. Realizado por Laura Citarella.
☆ ☆ ☆

Shortcomings (2022) (19)

Anunciado como comédia, drama, romance, é dos poucos onde a comédia faz não só imenso sentido, como me ri bastante. E a homossexualidade agora omnipresente em todos os filmes americanos, pode ter servido para o financiamento, mas faz parte da história de uma forma que raramente se vê. É um magnífico filme, mais um saído da banda desenhada — desta vez do livro homónimo de Adrian Tomine que também assina o argumento. Realizado por Randall Park.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Kuolleet Lehdet (2023) (20)

Em português “Folhas Caídas”. Realizado por Aki Kaurismäki.
☆ ☆ ☆ ☆

Creatura (2023) (21)

Realizado por Elena Martín.
☆ ☆ ☆ ☆

Foudre (2022) (22)

Não é todos os dias que vejo um filme suíço… Encontro semelhanças com os filmes austríacos, há algo de malsão nesses países, de profundamente perturbador. Realizado por Carmen Jaquier.
☆ ☆ ☆ ☆

Zgjoi (2021) (23)

E não é todos os filmes que vejo um filme do Kosovo, falado em albanês, um idioma que concluí nunca ter ouvido antes. E gostei imenso. Em português “Colmeia”. Realizado por Blerta Basholli.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Past Lives (2023) (24)

Ah, este sim e para primeiro filme… Mais uma realizadora a seguir. Em português “Vidas Passadas”. Realizado por Celine Song.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Les Temps Qui Changent (2004) (25)

Em português “Os Tempos Que Mudam”. Realizado por André Téchiné.
☆ ☆ ☆

American Fiction (2023) (26)

Aquilo que parecia uma boa ideia, tornou-se num exemplo grotesco do que critica ou satiriza, numa espécie de psicologia inversa para totós. Realizado por Cord Jefferson.
☆ ☆

Lola (2022) (27)

Realizado por Andrew Legge.
☆ ☆ ☆

May December (2023) (28)

Um filme feito de desconforto, do primeiro ao último minuto. Também inclui uma das piores cenas de sexo que me lembro de ter visto. Realizado por Todd Haynes.
☆ ☆ ☆ ☆

The Zone of Interest (2023) (29)

Em português “A Zona de Interesse”. Realizado por Jonathan Glazer.
☆ ☆ ☆

Taht Alshajra (2022) (30)

Por fim, não é todos os dias que vejo um filme da Tunísia. Um dia de trabalho, debaixo das figueiras, a apanhar figos, dito assim não parece nada de especial. Mais meia estrela pelo final. Em português “Debaixo das Figueiras”. Realizado por Erige Sehiri.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Outubro

Publicado em 31/10/2020

Disconnect (2012) (62)

O que se passa online é como ver um desastre em câmara lenta e este filme nem chegou a tocar sequer na miséria humana que são os sites de encontros como o Tinder, Grindr e os seus satélites. E ainda bem, podia até nem chegar às três estrelas. Em português “Desligados”. Realizado por Henry Alex Rubin.
☆ ☆ ☆

Attenberg (2010) (63)

O cinema grego é qualquer coisa… A imitação do “The Ministry of Silly Walks” está magnífica, embora John Cleese nunca tenha realmente mostrado as cuecas. Como bónus adicional ainda temos Yorgos Lanthimos, o realizador de “Canino”, outro filme para o qual todas as palavras seriam curtas. Diz que na Grécia, da antiga civilização, restam para lá umas ruínas e é tudo. Realizado por Athina Rachel Tsangari.
☆ ☆ ☆ ½

After (2019) (64)

Realizado por Jenny Gage.
☆ ☆ ☆

La Città Delle Donne (1980) (65)

Realizado por Federico Fellini.
☆ ☆ ☆ ☆

Bobi Jene (2019) (66)

O que mais gostei neste filme/documentário foi da participação de Laura Dern como ela própria. De resto, o mundo da dança contemporânea, como o mundo da arte em geral, acaba por me interessar pouco — o que é diferente da arte em si. São todos “fabulous” e “amazing” já se sabe. Realizado por Elvira Lind.
☆ ☆ ☆ ½

Soleil battant (2017) (67)

Em português “Sol Cortante”. Realizado por Clara Laperrousaz e Laura Laperrousaz.
☆ ☆ ☆ ½

Place publique (2018) (68)

Em português “Na Praça Pública”. Realizado por Agnès Jaoui.
☆ ☆ ☆ ☆

L’apparition (2018) (69)

Em português “A Aparição”. Realizado por Xavier Giannoli.
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Les Confins du Monde (2018) (70)

Um filme de guerra, o Vietname ainda com os franceses, duro como convém. Realizado por Guillaume Nicloux.
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Le Vent Tourne (2018) (71)

O sonho de ser auto-suficiente, viver da terra, criar animais, produzir a sua própria energia… De tanto querer ser contra a sociedade em que se vive, a queda no exagero do radicalismo. Ao mesmo tempo que se tenta ter uma família… não é fácil. Realizado por Bettina Oberli.
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Le Collier Rouge (2018) (72)

Outro filme de guerra, a I Grande Guerra, mas é um feel good. Em português “Histórias de Uma Vida”. Realizado por Jean Becker.
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Stories We Tell (2012) (73)

Demasiado longo, demasiada a minha falta de interesse pela vida destas pessoas. A premissa não é má — a verdade depende de quem a conta —, mas os entrevistados por Sarah Polley (principalmente os irmãos e irmãs, pai e pai biológico), apresentam versões da história surpreendentemente alinhadas e os segredos, francamente, parecem de Polichinelo. Que a realizadora é afinal filha de outro? Praticamente toda a gente sabia, menos aquele que é habitualmente o último a saber. Não há novidade aqui. O pai da realizadora não foi o único amante da mãe. Continua a não haver novidade. Em português “Histórias Que Contamos”. Realizado por Sarah Polley.
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Miss Violence (2013) (74)

O cinema grego… nem entendo se existe alguma relação entre cinema e sociedade grega de hoje. Se existe, é gente maldita. O filme começa com o suicídio de uma miúda de 11 anos no dia do seu aniversário e em cinco minutos percebi o que se passava, mas não tudo. Dizer que é brutal, nem começaria a descrever… A forma de tratar os assuntos, o desempenho incrível dos actores… Falta luz no cinema grego, não há brancos, só tons escuros e profundamente negros. Realizado por Alexandros Avranas.
☆ ☆ ☆ ☆

May in the Summer (2013) (75)

Eventualmente não será um quatro, mas gostei é um facto. Gostei da actriz principal e realizadora, gostei de ser passado na Jordânia e de o árabe se misturar aqui e ali com o inglês. Em português “O Verão de May”. Realizado por Cherien Dabis.
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Love Me Not

Love Me Not de Alexandros Avranas.

Love Me Not (2017) (76)

O cinema grego… mais um. Gente maldita. Realizado por Alexandros Avranas.
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Retour à Ithaque (2014) (77)

Em português “Regresso a Ítaca”. Realizado por Laurent Cantet.
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Undir trénu (2017) (78)

Já vi muitos filmes ou, seja na Islândia, ou em qualquer lado, as pessoas são previsíveis, mas mesmo assim gostei, porque paralelamente à discórdia propriamente dita, há subtis camadas de complexidade. Em português “A Árvore da Discórdia”. Realizado por Hafsteinn Gunnar Sigurðsson.
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Tempête (2015) (79)

Realizado por Samuel Collardey.
☆ ☆ ☆ ½