
— Quando confrontada com as mentiras, lutou e gritou. Foram necessárias quatro freiras para a conter.
Suddenly, Last Summer (1959) de Joseph L. Mankiewicz.

— Quando confrontada com as mentiras, lutou e gritou. Foram necessárias quatro freiras para a conter.
Suddenly, Last Summer (1959) de Joseph L. Mankiewicz.

— A vida da maioria das pessoas, que é senão um rastro de destroços?

— Cada dia, mais e mais destroços.

— Longos rastros de destroços, sem nada que os limpe, até finalmente vir a morte.

— Suponho… que o desespero silencioso, domine grande parte das vidas…
Suddenly, Last Summer (1959) de Joseph L. Mankiewicz.
Em português “Conto de Outono”. Realizado por Éric Rohmer.
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Em português “O Carteirista”. Realizado por Robert Bresson.
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Em português “Gomorra – Director’s Cut”.Realizado por Matteo Garrone.
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Em português “Ciclo Interrompido”. Realizado por Felix van Groeningen.
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Em português “Mother — Uma Força Única” (estes títulos são inexplicáveis). Realizado por Bong Joon Ho.
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Em português “Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental”. Realizado por Radu Jude.
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Realizado por Burhan Qurbani.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Realizado por Daniele Luchetti.
☆ ☆ ☆ ☆
Realizado por Aleem Khan.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Três Andares”. Realizado por Nanni Moretti.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Assim Como No Céu”. Realizado por Tea Lindeburg.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Ouistreham – Entre Dois Mundos”. Realizado por Emmanuel Carrère.
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Realizado por Babak Anvari.
☆ ☆ ☆ ½
Um filme que dá à expressão facebookiana “lindo por dentro e por fora” um justo significado. Léa Seydoux é uma actriz que parece estar por todo o lado. Realizado por David Cronenberg.
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Realizado por Owen Kline.
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Gosto imenso destes filmes, mas julguei que ia gostar mais daquilo que julgo ter sido (não me lembro) rever este… Em português “Anatomia de Um Crime”. Realizado por Otto Preminger.
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Paul Verhoeven já está longe dos tempos de Robocop, mas não muito! Realizado por Paul Verhoeven.
☆ ☆ ☆ ½
Este filme é daqueles que dará várias leituras, conforme o espectador, desde a sua experiência, à moral, passando por orientação política, são filtros que poderão dar conclusões diametralmente opostas. Nesse aspecto não é mau, mas por outro lado…
Como é que alguém que começa uma relação ao fim de uma saída para um bar (acho que nem chega ao bar, em bom rigor) e pouco depois um negócio com um indivíduo que não conhece de lado nenhum, poderá alguma vez esperar um resultado diferente? Com um — não —, vários golpes de sorte, talvez, mas embora se possa viver algum tempo da sorte, não se pode viver da sorte o tempo todo. Quem vive assim, se calhar vê oportunidades em todo o lado, sem ter realmente capacidade para sequer perceber se o serão realmente. A relação, até não saiu assim tão mal (sorte), porque o indivíduo acaba a tomar conta do filho de Nadia (Leïla Bekhti) durante largos meses. Porque ela resolve ir para o Canadá, trabalhar… sem visto de residência. Eu infelizmente acho isto extremamente credível. Pouco antes, começar um restaurante sem um euro em seu nome, um empréstimo imobiliário e seis empréstimos pessoais, nem Deus todo poderoso ajudaria, quanto mais a sorte.
Muita gente verá a coitadinha da mãe solitária vinda do Líbano, o pobre do filho, o homem “cheio de garra” que nunca teve verdadeiramente uma oportunidade, contra o capitalismo, o “neoliberalismo”, os malvados dos bancos (a quem mentem descaradamente sobre a sua real situação) e dos agiotas, a conspirarem contra a sua vida melhor.
Mas na verdade, é um conjunto de decisões desastrosas, não pensar bem nos assuntos e julgar que as coisas acontecem de um dia para o outro, quando a maior parte das vezes ou não acontecem de todo, ou demoram uma vida de trabalho árduo que se calhar já só beneficia materialmente os filhos e os vindouros. Um pouco como plantar uma árvore cuja sombra nunca desfrutaremos. A árvore precisa da oportunidade, de um pouco de sorte, mas depois é indiferente, o tempo terá realmente de fazer o seu trabalho. Em português “Uma Vida Melhor”. Realizado por Cédric Kahn.
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Aqui está algo que é bastante melhor do que a soma das suas partes, durante praticamente todo o tempo julguei que não iria gostar o suficiente, mas depois com o reaparecimento do desenho do pequeno Salvador a ler ao Sol, acabei por gostar bastante — é um bom filme, não tive foi o correspondente prazer de o ver. E para filme aparentemente autobiográfico, temos Antonio Banderas, num magnífico papel, que é uma figura bastante mais agradável que o realizador que é suposto interpretar. Deve ser facilmente um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar. Em português “Dor e Glória”. Realizado por Pedro Almodóvar.
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Não é mau, mas francamente, depois da primeira hora senti sempre que poderia ter apenas uma hora e não se perderia muito. Realizado por Julio Medem.
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Em português será um dos nomes mais estúpidos e sem relação que me lembro, “Semente de Ódio”. Estive a verificar a tradução do título noutras paragens e no Brasil “Amor à Terra”, ou França, mais literal “L’Homme du Sud”, quem adivinharia ser o mesmo filme? Realizado por Jean Renoir.
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Este filme é divertido sem deixar de ser algo mais do que meramente superficial, seguindo os altos e baixos de seis personagens, com uma dose de patetice, sonho, bondade e perdão que o torna em cinema que dá gosto ver. Aliás, óptimo cinema da Formosa e da China (passa-se entre Taipé e Pequim, ou Taipei e Beijing como agora se diz). E como atractivo suplementar, nunca tinha visto ninguém atirar-se para dentro de uma fossa séptica por amor. E (spoilers) aparentemente, resulta mesmo. Em inglês “Love”. Realizado por Doze Niu.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Mais de três meses depois de ter encomendado, incluindo mais de mês e meio aos trambolhões na FedEx, tenho finalmente esta edição definitiva (se não contarmos com a futura UHQR em disco duplo de 45rpm) de Kind of Blue de Miles Davis. Não sou apreciador da embalagem, que entendo como ajuda na justificação do alto preço do disco. Preferia pagar menos 10% e receber apenas a capa dupla de alta qualidade incluída no interior.
É o disco de jazz mais vendido de sempre, o que parece ser extrapolado por aparentemente toda a gente ter múltiplas cópias do mesmo, sempre em busca da melhor qualidade sonora e das pequenas diferenças que o justifiquem. Eu tenho cinco, incluindo dois desta versão. Uma delas, absolutamente inaceitável de ruído, mais uma coisa que não entendo, estando agora no processo de receber um substituto.
Sobre o disco e da sua espantosa genialidade de improvisão, incluindo três músicas gravadas num único take, já tudo foi dito. Sobre o som, é de tal forma inacreditável que é como ouvir o disco pela primeira vez. Se excluirmos o completismo de querer ter a edição de 45rpm, pode-se dizer sem sombra para qualquer dúvida que a busca terminou. Fosse assim gravado, produzido e fabricado todo o vinil.
Comprar na Acoustics Sounds (se vier sozinho, é disco para chegar cá a custar no total uns 175,00€).