Na Roménia, Vinklu (via ArchDaily).
Na Roménia, Vinklu (via ArchDaily).

À la Recherche du Temps Perdu de Marcel Proust.
Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo (2023), de Radu Jude.
Em português “O Selvagem”. Realizado por Laslo Benedek.
☆ ☆ ☆ ½
Duas estrelas e é por caridade… Os actores são uma sombra deles próprios e em larga medida esqueceram o carácter dos personagens. O politicamente correcto terá feito o resto. Realizado por Daniel Minahan.
☆ ☆
Uma estranha proposição… Realizado por Marija Kavtaradze.
☆ ☆ ☆ ☆
Já tinha visto outro filme do romeno Jude e não tinha gostado. Este leva mais uma estrela por ter algumas piadas que de facto têm piada e, confesso, excelentes momentos de palavrões de todo o tipo (filmados pela “persona online” da personagem principal, aparentemente para o Tik Tok). Tem também uma coisa estranha que é um outro filme inserido através de várias e frequentes sequências, “Angela merge mai departe” (Angela Moves On) de 1982, que mostra uma outra Roménia. A actriz desse filme, muito mais velha, aparece no presente. Tudo somado, com dois filmes num e tudo, é demasiado longo, quase três horas que se notam a passar. Em português “Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo”. Realizado por Radu Jude.
☆ ☆ ☆
Dentro de uma certa patetice, é bom e Ann Margaret é excelente bailarina. Realizado por Boris Sagal.
☆ ☆ ☆ ☆
Raramente vejo um filme português porque a maior parte das vezes agradam-me pouco, mas deste gostei, apesar de sofrer de um dos grandes males destas produções: A péssima qualidade sonora, ao ponto de não se perceber uma série de palavras e frases. Não deve ser fácil fazer o som de um filme, ou então, faz parte do estilo cultivado pelo cinema nacional. Realizado por Miguel Gomes.
☆ ☆ ☆ ☆
Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo (2023), de Radu Jude.
Tudo indicava que iria gostar menos, mas a interpretação da desintegração de Sara por Juliette Binoche, prendeu-me. A minha única queixa acaba por ser a música — dos Tindersticks — demasiado dramática e demasiado presente, com excepção para a música final. Em português “Com Amor e com Raiva”. Realizado por Claire Denis.
☆ ☆ ☆ ☆
O actual “melhor filme de todos os tempos”, segundo o British Film Institute (a lista vale a pena, tem belíssimos filmes), realizado por Chantal Akerman. Nas suas mais de três horas através de câmaras fixas em planos escrupulosamente compostos, acompanhamos três dias da rotina de uma mulher viúva que vive com o filho e recebe o ocasional cavalheiro, para fazer face às despesas. De uma sensação inicial de algum tédio, torna-se impossível não sentir algo por aquela mulher solitária — uma verdadeiramente espantosa Delphine Seyrig. O controle e uma impecável compostura, parecem sempre no limiar da ruptura, o que eventualmente acaba mesmo por acontecer de forma inesperada. (No British Film Institute tem outra lista votada pelos maiores realizadores vivos, este filme aparece um quarto lugar.) Realizado por Chantal Akerman.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Em português “Crime e Silêncio”. Realizado por Allen Baron.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “O Insaciável”. Realizado por Antonia Bird.
☆
Resolvi rever, tinha ido ao cinema em 2017… desta vez não gostei tanto, mas é um bom filme de sci-fi. Realizado por Denis Villeneuve.
☆ ☆ ☆ ☆
Não é mau, mas não foi realmente a lado nenhum. E sendo o segundo filme do mês onde canibalismo é o prato principal (o primeiro foi o lamentável Ravenous), posso confirmar que não é tema que me encante. Para historieta de amor, serve. Em português “Ossos e Tudo”. Realizado por Luca Guadagnino.
☆ ☆ ☆ ½
Achei a família, como um todo, altamente credível. Realizado por Clara Roquet.
☆ ☆ ☆ ☆
Algo teatral, mas bom. Realizado por Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel.
☆ ☆ ☆ ☆
Com o Mads Mikkelsen é sempre de olhar e ver. Em português “Cavaleiros da Justiça”. Realizado por Anders Thomas Jensen.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “Almas Negras”. Realizado por Francesco Munzi.
☆ ☆ ☆ ☆
Fica só a faltar o “Conto de Primavera”. Em português “Conto de Inverno”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português “Os Espíritos de Inisherin”. Realizado por Martin McDonagh.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Há aqui um ambiente de ficção científica, embora seja a realidade de hoje. Realizado por Steven Soderbergh.
☆ ☆ ☆
Em português “Refém de Boa Vontade”. Realizado por Stephen Frears.
☆ ☆ ☆ ½
A banda sonora, que enquadra o ambiente incrivelmente bem, é de Michael Been (The Call), tem piada constatar que a banda sonora de The Card Counter é de Robert Levon Been (Black Rebel Motorcycle Club), o seu filho. Em português “Perigo Incerto”. Realizado por Paul Schrader.
☆ ☆ ☆ ☆
Uma quantidade de bons pormenores não chegam… Realizado por Charlotte Wells.
☆ ☆ ☆
Em português “Um Crime no Expresso do Oriente”. Realizado por Kenneth Branagh.
☆ ☆
Acabo o ano a ver filmes recentes americanos (neste caso com colaboração inglesa), só para comprovar que de Hollywood vem quase exclusivamente só lixo. Eu lembro-me bem do que foi o início da guerra do Iraque e da destruição de um país porque assim foi decidido em Washington com a conivência do lacaio londrino — mas não me lembro deste caso (em 2003), a poucos jornais terá chegado. Qualquer pessoa teve oportunidade observar em directo o chorrilho de mentiras que Colin Powell apresentou na ONU, os proponentes não tiveram uma resolução favorável apesar de todas as manobras deploráveis e mesmo assim fizeram o que toda a gente sabe e está à vista — e acresce talvez um milhão de mortos. Os mesmos que agora se incham de moral no estado-fantoche Ucrânia e a guerra dos EUA à Rússia por procuração, e a populaça de sempre continua a acreditar nas mesmas mentiras de sempre, se não fosse tão grave, seria bastante fascinante. Como se não bastasse, Keira Knightley é uma actriz sem qualquer interesse. Em português “Segredos Oficiais”. Realizado por Gavin Hood.
☆ ☆ ½
1961, 1975, 1984, 1992, 1999, 2017, 2019, 2020, 2021, 2022, alemanha, allen baron, anders thomas jensen, antonia bird, bélgica, chantal akerman, charlotte wells, cinema 2022, claire denis, clara roquet, denis villeneuve, dinamarca, éric rohmer, espanha, eua, frança, francesco munzi, gavin hood, ilya khrzhanovskiy, japão, jekaterina oertel, kenneth branagh, luca guadagnino, martin mcdonagh, paul schrader, reino unido, roménia, rússia, stephen frears, steven soderbergh