Hoje em dia já ninguém lá vai, aquilo está cheio de gente

Artigos etiquetados “irão”

Cinema em Novembro

Publicado em 30/11/2025

A House of Dynamite (2025) (101)

Torna-se maçador, porque apesar de mostrar um processo por dentro, acaba por ser de três perspectivas diferentes, repetindo três vezes o mesmo evento. Uma coisa retratou bem, a completa falta de preparação do exército americano e a sobrevalorização dos seus “meios” — que ouvimos (quem ouve) todos os dias nas televisões por parte dos propagandistas de serviço. Em português “Prestes a Explodir”. Realizado por Kathryn Bigelow.
☆ ☆

Sunset Blvd. (1950) (102)

Em português “Crepúsculo dos Deuses”. Realizado por Billy Wilder.
☆ ☆ ☆ ☆

Keyke Mahboobe Man (2024) (103)

O cinema iraniano é simplesmente bom. Este filme podia ser muito melhor, se não fosse o final demasiado tétrico, porque a história e o drama aguentavam bem inúmeros finais alternativos. Mas os realizadores, optaram pelo dramalhão um pouco fora da escala. Em português “O Meu Bolo Favorito”. Realizado por Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha.
☆ ☆ ☆ ½

Upon Entry (2022) (104)

Em português “À Chegada”. Realizado por Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vasquez.
☆ ☆ ☆ ☆

All We Imagine as Light (2024) (105)

Em português “Tudo o Que Imaginamos Como Luz”. Realizado por Payal Kapadia.
☆ ☆ ☆ ☆

Interstellar (2014) (106)

Gostei muito de rever ao fim de 11 anos. Está tudo muito bem feito, a ciência ou pseudo-ciência é sólida, os robots conseguem ter piada sem nunca serem estúpidos, o argumento, a realização, os actores…, é muito bom filme. Realizado por Christopher Nolan.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Cinema em Abril

Publicado em 30/04/2023

In Film Nist (2011) (50)

Em português “Isto Não é Um Filme”. Realizado por Jafar Panahi.
☆ ☆ ☆ ☆

The Gunfighter (1950) (51)

Em português “O Aventureiro Romântico”. Realizado por Henry King.
☆ ☆ ☆ ☆

Ironiya sudby, ili S legkim parom! (1976) (52)

Um filme com piada, que goza com o facto de na antiga União Soviética as cidades terem partes todas iguais construídas eventualmente segundo o “modelo socialista”. A partir daí a situação inverosímil acontece. O nosso protagonista que vive em Moscovo com a mãe num desses apartamentos de 36 metros quadrados, acaba em Leninegrado num apartamento exactamente igual, e até a sua chave serve, numa rua com o exacto mesmo nome, onde vive Nadya (protagonizada pela linda actriz polaca Barbara Brylska). Tem o ar do tempo e um certo excesso de representação que só lhe dá mais encanto. Em inglês “The Irony of Fate, or Enjoy Your Bath!”. Realizado por Eldar Ryazanov.
☆ ☆ ☆ ☆

His Girl Friday (1940) (53)

Em português “O Grande Escândalo”. Realizado por Howard Hawks.
☆ ☆ ☆

The Last Bus (2021) (54)

Em português “O Último Autocarro”. Realizado por Gillies MacKinnon.
☆ ½

Villa Amalia (2009) (55)

Realizado por Benoît Jacquot.
☆ ☆ ☆ ☆

Jack Reacher: Never Go Back (2016) (56)

Em português “Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás”. Realizado por Edward Zwick.
☆ ☆ ☆

Diary of a Mad Housewife (1970) (57)

Em português “O Diário Íntimo de Uma Mulher”, era uma época de títulos extraordinários de delirantes, às vezes saía até um melhor que o original (não é o caso). Realizado por Frank Perry.
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Niagara (1953) (58)

Realizado por Henry Hathaway.
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Elmer Gantry (1960) (59)

Em português “O Falso Profeta”. Realizado por Richard Brooks.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Birdman of Alcatraz (1962) (60)

Em português “O Prisioneiro de Alcatraz”. Realizado por John Frankenheimer.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Alcarràs (2022) (61)

Realizado por Carla Simón e Sonia Castelo.
☆ ☆ ☆ ½

Baradaran-e Leila (2022) (62)

Em português “Os Irmãos de Leila”. Realizado por Saeed Roustayi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

The Manchurian Candidate (1962) (63)

Em português “O Enviado da Manchúria”. Realizado por John Frankenheimer.
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Cinema em Setembro

Publicado em 30/09/2022

Conte d’automne (1998) (70)

Em português “Conto de Outono”. Realizado por Éric Rohmer.
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Pickpocket (1959) (71)

Em português “O Carteirista”. Realizado por Robert Bresson.
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Gomorra (2008) (72)

Em português “Gomorra – Director’s Cut”.Realizado por Matteo Garrone.
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The Broken Circle Breakdown (2015) (73)

Em português “Ciclo Interrompido”. Realizado por Felix van Groeningen.
☆ ☆ ☆

Madeo (2009) (74)

Em português “Mother — Uma Força Única” (estes títulos são inexplicáveis). Realizado por Bong Joon Ho.
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Babardeala cu bucluc sau porno balamuc (2021) (75)

Em português “Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental”. Realizado por Radu Jude.
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Berlin Alexanderplatz (2020) (76)

Realizado por Burhan Qurbani.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Lacci (2020) (77)

Realizado por Daniele Luchetti.
☆ ☆ ☆ ☆

After Love (2020) (78)

Realizado por Aleem Khan.
☆ ☆ ☆ ½

Tre Piani (2021) (79)

Em português “Três Andares”. Realizado por Nanni Moretti.
☆ ☆ ☆ ½

Du som er i himlen (2021) (80)

Em português “Assim Como No Céu”. Realizado por Tea Lindeburg.
☆ ☆ ☆ ½

Ouistreham (2021) (81)

Em português “Ouistreham – Entre Dois Mundos”. Realizado por Emmanuel Carrère.
☆ ☆ ☆ ☆

I Came By (2022) (82)

Realizado por Babak Anvari.
☆ ☆ ☆ ½

Crimes of the Future (2022) (83)

Um filme que dá à expressão facebookiana “lindo por dentro e por fora” um justo significado. Léa Seydoux é uma actriz que parece estar por todo o lado. Realizado por David Cronenberg.
☆ ☆ ☆ ☆

Funny Pages (2022) (84)

Realizado por Owen Kline.
☆ ☆

Cinema em Julho

Publicado em 31/07/2022

Este mês parece dedicado a Éric Rhomer e foi suficientemente interessante. Tudo começou com “A Pior Pessoa do Mundo” de Joachim Trier, que cita “O Raio Verde” (que também vi em Março) como uma das influências. Também aproveitei para completar a filmografia de Mia Hansen-Løve e não é coincidência também referir “O Raio Verde” como uma das suas grandes influências.

Le genou de Claire (1970) (48)

Em português “O Joelho de Claire”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆

Conte d’été (1996) (49)

Gostei imenso deste filme, talvez mais até por ser Verão, de tal forma que vou ver os outras contos na estação do ano respectiva. Amanda Langlet é muito expressiva e magnífica. Em português “Conto de Verão”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

Pauline à la plage (1983) (50)

Os actores e principalmente actrizes dos filmes de Éric Rhomer, não parecem verdadeiros actores, parecem pessoas normais, mas invariavelmente com interesse. Verificando na IMDB, muitos nem fotografia têm e em poucos filmes participaram. Amanda Langlet, aqui muito mais nova, mas já muito expressiva, terá participado numa dezena de filmes e pouco mais. Talvez tenha feito carreira no teatro. Em português “Pauline na Praia”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆

L’amour, l’après-midi (1972) (51)

Parece que Éric Rhomer tentou provar com a sua obra, uma “tese” que eu próprio já imaginei — que há uma dúzia de vidas a serem vividas, se tanto, e repetidas vezes sem conta através dos tempos e que aquilo que muitas vezes nos parece único, é na verdade de uma banalidade assustadora. Os filmes absorvem-nos nessa banalidade, vêmo-nos ali. São filmes inegavelmente interessantes e reflectores. Em português “O Amor às Três da Tarde”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆ ½

L’ami de mon amie (1987) (52)

Parte da série de ditos e provérbios, o deste é “anigo do meu amigo, meu amigo é”, o que evidentemente está longe de ser verdade. Em português “O Amigo da Minha Amiga”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆

Les nuits de la pleine lune (1984) (53)

O provérbio apresentado é “quem tem duas mulheres perde a alma, quem tem duas casas perde a cabeça”, não é assim que o conheço — quem perde a alma é quem tem duas casas. É a história de uma mulher que quer uma relação estável nos subúrbios, sem deixar de ter o seu apartamento em Paris, as suas saídas e as suas festas. Parece que não corre lá muito bem porque quando se coloca em causa o que está socialmente aceite e por vezes demorou milhares de anos até apresentar a forma que conhecemos, é necessário ter cuidado e saber-se muito bem que jogo se vai jogar. Um ditado melhor para este filme até seria “quer Sol na eira e chuva no nabal”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆

Le beau mariage (1982) (54)

Em português “O Bom Casamento”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ½

Figli (2020) (55)

Em português “Manual de Sobrevivência Para Pais”. Realizado por Giuseppe Bonito.
☆ ☆

Tout est pardonné (2007) (56)

A primeira longa metragem de Mia Hansen-Løve e já com aquele ritmo que me faz gostar imenso.
☆ ☆ ☆ ☆

Le père de mes enfants (2009) (57)

Esta é a segunda longa metragem de Mia Hansen-Løve e assim, já vi todas. E não sendo um mau filme, gostei menos do que o costume. No anterior, achei que tudo o que gosto nos filmes dela já estava em movimento, neste nem tanto.
☆ ☆ ☆ ½

Les rendez-vous de Paris (1995) (58)

Funciona quase como um guia turistico (interessante) de Paris, principalmente o segundo conto. Em português “Os Encontros de Paris”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ☆

Blue Valentine (2010) (59)

As expectativas devem ter funcionado contra mim, porque julguei mesmo que ia gostar mais. Ryan Gosling e Michelle Williams estão incríveis, mas é pouco. Há sequências óptimas, mas também é pouco. Não vi nada que sobressaísse realmente de tudo que já vi anteriormente e como é sabido, raramente gosto de flashbacks, que considero uma fraca solução para se contar uma história — que era exactamente necessário saber? Que aquele casal destroçado esteve em tempos (não há muito tempo) muito apaixonado?
Com todos os defeitos, quando ela desiste do aborto é ele que está lá para abraçar e estaria de qualquer forma. O facto é que ele casa com ela e é um pai a valer para uma filha que sabe que provavelmente nem é dele. É ele que tenta introduzir alguma alegria no casamento. É ele que de forma desastrada marca uma noite num motel, no “quarto do futuro”, já quando não há qualquer futuro. Por essa altura começava a beber às oito da manhã e ela tinha desistido há muito. Em português “Blue Valentine – Só Tu e Eu” (e o autor do título!). Realizado por Derek Cianfrance.
☆ ☆ ☆

Ghahreman (2021) (60)

Os telemóveis, as mensagens, os vídeos, as “redes sociais”, todo esse mundo que está a destruir o mundo e a semear, em alguns casos já a cultivar, todas as sementes para um futuro miserável. As mentiras, as meias-verdades piores que as mentiras, a permanente desconfiança do próximo… Que filme assombroso, do início ao fim. Em português “Um Herói”. Realizado por Asghar Farhadi.
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A Bridge Too Far (1977) (61)

Não há nada como um filme de guerra para animar as hostes, mas não animou muito, é bastante fraco, até pateta por vezes… Mas resolvi rever. Em português “Uma Ponte Longe Demais”. Realizado por Richard Attenborough.
☆ ☆ ☆

La Collectionneuse (1967) (62)

Em português “A Coleccionadora”. Realizado por Éric Rhomer.
☆ ☆ ☆ ½